Balões de internet do Google podem chegar ao Brasil

Por Redação | 08 de Outubro de 2013 às 15h20
photo_camera Google

O Loon é um dos últimos projetos do Google. A ideia é usar balões que circulam pela estratosfera para distribuir internet em lugares remotos, de difícil acesso a recursos tecnológicos (como zonas rurais e locais atingidos por desastres naturais). Ainda em fase de testes, o projeto já passou pela Nova Zelândia, Fresno (Califórnia, Estados Unidos) e agora pode chegar ao Brasil.

Em entrevista para a Folha de S. Paulo, o executivo Mohammad Gawdat, vice-presidente de inovação empresarial do Google X, revelou que vai discutir a implantação do Loon por aqui nesta quarta-feira (9), em reunião com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Gawdat, que também acompanha o andamento do Google Glass e do carro que dirige sozinho, considera o Brasil um dos países mais ativos na internet, mas que seu território montanhoso e cercado de florestas tropicais dificulta a distribuição de torres e antenas de celular.

"Vamos ouvir o ministro das Comunicações do Brasil para saber quais são as necessidades do país, qual parcela da população não tem acesso à internet, que tipo de acesso as pessoas estão procurando, como as operadoras de telefonia trabalham", disse. Apesar dos testes bem sucedidos na Nova Zelândia, Gawdat afirma que ainda é difícil prever como expandir o projeto para outros locais do planeta.

O Loon oferece, por enquanto, velocidades equivalentes à rede 3G. Segundo Gawdat, é possível assistir a vídeos (mas não em alta definição), fazer buscas, ver informações médicas ou sobre o clima. "Para pessoas que não têm internet nenhuma, até 100 kilobits por segundo é bastante bom". Os balões foram desenvolvidos pela Força Aérea norte-americana; cada um deles possui 15 metros de diâmetro e viaja pelos céus com equipamentos como antenas de rádio, computadores de voo, sistema de controle de altitude e painéis solares, que são os responsáveis pela produção de energia para o sistema.

Não se sabe quanto o Google gastou para construir os balões, apenas que estão numa faixa "de milhares de dólares". Para Gawdat, os projetos liderados pela empresa não precisam gerar lucro no primeiro dia de lançamento, mas precisam fazer bem ao resto do mundo.

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