Baidu estaria interessado em comprar parte do Uber

Por Redação | 12 de Dezembro de 2014 às 17h34

O Baidu enviou convites para a imprensa internacional para um evento a ser realizado no dia 17 de dezembro, no qual anunciará a compra de uma startup americana que agora faz parte de seu conglomerado digital. E essa empresa, de acordo com as especulações que rapidamente começaram a surgir, seria o Uber, serviço de transporte privado que tem facilitado a vida das pessoas ao mesmo tempo em que está envolvido em diversas polêmicas.

De acordo com as informações do Bloomberg, a empresa chinesa estaria disposta a investir US$ 600 milhões na compra de parte do Uber. Assim, ela poderia controlar a operação do serviço na China, onde ele ainda não estreou, e compartilhar sua infraestrutura com ele, garantindo a expansão de seus serviços online.

Para a plataforma de transporte, a ideia também parece bem favorável. Em meio às polêmicas sobre brechas na privacidade de seus usuários e abuso de passageiras por seus motoristas – incluindo um caso confirmado de estupro na Índia –, o investimento colocaria a companhia em um novo patamar de confiabilidade. Além disso, a união com o Baidu colocaria o Uber lado a lado com uma das principais empresas chinesas do mundo digital, algo que é essencial para um lançamento bem-sucedido no território.

As informações não foram confirmadas por nenhuma das duas companhias, mas teriam sido obtidas com fontes ligadas ao negócio. A parcela a ser comprada seria minoritária e paga com dinheiro e também outros meios, como cotas nos serviços de busca do Baidu.

O Uber já recebeu financiamentos que somam US$ 2,5 bilhões desde sua fundação, em 2009. Uma rodada recente de investimentos, inclusive, fixou o valor da companhia em US$ 40 bilhões e deu o capital necessário para que ela enfrente imposições regulatórias de autoridades ao redor do mundo, principalmente. Quase que simultaneamente, porém, começaram as denúncias sobre a maneira displicente com a qual o serviço lida com os dados de seus usuários, as falhas no processo de seleção de motoristas e supostas perseguições a jornalistas que seriam críticos à plataforma.

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