BYOD: empresas deixarão de fornecer celulares e laptops a funcionários em breve?

Por Redação | 03.05.2013 às 13:10

Se a tendência do Bring Your Own Device - BYOD (traga seu próprio aparelho, em tradução livre), parecia estranha demais para dar certo, é melhor ir se acostumando com a ideia. Segundo um relatório entregue pelo Gartner, até 2017, estima-se que cerca da metade das empresas do mundo irá solicitar que seus funcionários tragam seus próprios gadgets para o trabalho.

Em números, o relatório aponta que 38% das empresas pretendem parar de fornecer gadgets a seus funcionários até o fim de 2016. Contudo, a prática não tem mostrado resultados satisfatórios em todas as empresas. Segundo executivos consultados, apenas 22% se dizem satisfeitos com o BYOD.

A segurança, obviamente, é uma das principais barreiras que impedem a adoção deste sistema. O receio por vazamento de dados e o risco de vírus é grande, porém, com o crescimento desta tendência, o setor de segurança já trabalha em formas de blindar os dispositivos. Um argumento utilizado pelo próprio Gartner é que o computador do trabalho já é, hoje, utilizado também para fins pessoais, não significando muitas mudanças nesse cenário. “Nós estamos finalmente chegando a um ponto em que a TI reconhece o que sempre aconteceu: as pessoas usam os aparelhos corporativos para outros fins”, afirmou David Willis, vice presidente do Gartner.

Para Willis, essa previsão do BYOD consiste na “mais radical mudança na economia e na cultura da computação”. A prática, de acordo com ele, reduz custos para a empresa e aumenta a satisfação do funcionário. Se antes era comum as empresas comprarem smartphones corporativos e cada um ter seu próprio laptop, chegou a hora de usar o seu particular. Embora essa tendência já seja comum nos Estados Unidos e na Europa, países como a China, a Índia e o Brasil estão começando a confiar na prática do BYOD.