Aprendizagem em tempos de alta tecnologia

Por Colaborador externo | 21 de Junho de 2013 às 10h00

*Gisele Vitório

A tecnologia da informação chegou a nossas vidas com muita rapidez, principalmente nos últimos anos, tornando-se fundamental para as tarefas do cotidiano. Infelizmente, nosso sistema educacional não acompanhou essa evolução.

No começo dos anos 1950, as crianças se sentavam em duplas, em carteiras onde havia tinteiros e aprendiam em cartilhas com rimas e desenhos. Os alunos prestavam a máxima atenção às aulas e, em geral, eram extremamente educados. O pai e a mãe dos alunos talvez não conhecessem os temas abordados em sala de aula, mas passavam aos seus filhos valores que receberam de seus pais e que acreditavam serem universais. O professor era a pessoa que infundia maior respeito aos alunos, depois dos pais, e seu papel era reconhecido na sociedade.

Os tempos passaram; no Brasil, vivemos 21 anos sob ditadura, sofremos com a hiperinflação e o desemprego, enquanto que, lá fora, o mundo experimentava a guerra fria, o colapso das tiranias e a revolução tecnológica. E a educação? Aqui, infelizmente, não avançamos muito nesse quesito. Os alunos que sentavam em carteiras duplas passaram a sentar sozinhos e os tinteiros foram substituídos por canetas esferográficas. E o restante? Bem, os pais e as mães, que antes trabalhavam para o sustento de seus 10 filhos, agora precisam trabalhar ainda mais para sustentar apenas 1 ou 2. Os valores, antes transmitidos em casa, foram terceirizados para a televisão, a internet e os videogames. Influenciados por tantos veículos, os alunos são mais informados e espertos. Mas, como ainda estão sentados nas velhas carteiras, sentem seu tempo perdido escrevendo com canetas esferográficas.

Hoje, com o método construtivista, o processo educacional não é baseado apenas em aulas expositivas, repetição e “decoreba”, pois a aprendizagem não é vista como um processo passivo. É preciso buscar meios de despertar o interesse dos alunos e dar a eles um papel mais ativo. Mas isso ainda não é o suficiente para provocar interação com os alunos e despertar um real interesse no aprendizado. O que fazer, então, para resgatar o anseio pelos estudos e pela aprendizagem?

Simples! Interagir com o meio que temos disponível! Hoje a mídia leva conteúdo às crianças, mas não expõe, com efeito; então cabe a nós, educadores, o papel de “formadores de opinião”. A responsabilidade é de remar não contra maré, como se tem feito há anos, mas a favor, buscando unir aprendizado, tecnologia, jogos e educação. É o que a Aprendizagem Sistêmica faz. Este novo modelo de ensino une realidade à tecnologia, inovação ao aprendizado, respeito a procedimentos de ensino, que visam não somente a qualidade do aprendizado, mas também habilidades socioemocionais capazes de transformar o núcleo escola, a comunidade e toda a sociedade que se envolvem no programa.

Com a Aprendizagem Sistêmica é possível resgatar a vontade dos alunos aprenderem, pois o aprender não é uma obrigação, mas uma diversão. E a Aprendizagem Sistêmica nos revela ainda o prazer de aprender em grupos, com interação total entre os alunos, na qual todos são responsáveis pelo aprendizado de todos. Não há o aluno desmotivado, pois o programa envolve todos de maneira igual. Também não existe o aluno com baixo interesse, pois ele aprende de maneira lúdica, com direcionamento e com alegria.

Enfim, aprender de forma sistêmica, com estruturas desenvolvidas para que o aluno se sinta capaz de ensinar e aprender, são formas prazerosas de ensinar para os professores, interessantes para os aprendizes e eficientes para prepará-los para um mundo tão competitivo. Além disso, a Aprendizagem Sistêmica é um método que também transmite os valores fundamentais da educação e do respeito ao próximo.

*Gisele Vitório é Graduada em Tecnologia de Gestão em Recursos Humanos, atua como Formadora do programa Aprendizagem Sistêmica da Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br) em municípios do interior de São Paulo.

Canaltech no Facebook

Mais de 370K likes. Curta nossa página você!