Apple vai investir US$ 50 milhões em políticas de diversidade no mercado

Por Redação | 11.03.2015 às 10:33

Em uma entrevista para a revista de negócios Fortune, a diretora de recursos humanos da Apple, Denise Young Smith, revelou que a empresa vai investir US$ 50 milhões ao longo dos próximos anos em medidas voltadas para aumentar a diversidade no mercado de tecnologia. O dinheiro será colocado em organizações não-governamentais variadas e deve garantir a criação de vagas de emprego a serem ocupadas por mulheres, minorias e veteranos de guerra.

A ideia é focar especialmente nas empresas de tecnologia. É justamente por isso que, além do financiamento para a criação de novas posições – e melhores condições para as já existentes, em busca de pagamentos e condições iguais para todos –, a ideia é, também, investir em treinamento. Isso se deve ao fato da Apple sentir que muitos dos que serão beneficiados pelas medidas não procuraram empregos na área de tecnologia por acreditarem não ter a capacitação necessária para consegui-los.

Segundo Young, o objetivo atual vai além de metas internas que já estão em andamento para garantir igualdade dentro da própria Apple. É justamente por isso que a Maçã está investindo o montante fora de si mesma, em ONGs, de forma a criar mão-de-obra qualificada não apenas para si, mas também para o mercado como um todo. A empresa de Cupertino pretende, sim, empregar alguns dos participantes do programa, mas não todos, e, se possível, nem mesmo a maioria deles, que deve ser absorvida por outras companhias.

O foco da Apple na diversidade vem sendo um dos grandes destaques da gestão de Tim Cook na presidência da empresa, cargo que ele assumiu após a saída do fundador Steve Jobs. O trabalho vem sendo feito ao lado de Young, que também tomou a frente dessa empreitada e é um dos principais rostos do Vale do Silício na busca por condições de trabalho iguais para todos.

No ano passado, a Maçã divulgou seu primeiro relatório sobre esse aspecto e fez questão de incluir minorias em seus vídeos promocionais. Além disso, desde o final de 2014, também tem investido altas somas de dinheiro em projetos em prol da igualdade no mercado e uma maior capacitação profissional para as camadas desfavorecidas.