Apple tem tentativa de bloqueio de monitor antitruste negado em caso de eBooks

Por Redação | 14.01.2014 às 17:59

A justiça americana negou o apelo da Apple para bloqueio de um monitor antitruste externo, apontado para verificar a conformidade da companha às boas práticas de mercado. A decisão veio após a acusação de que a Maçã teria trabalhado ao lado de cinco editoras dos Estados Unidos para controlar e aumentar os preços de livros digitais em sua loja online.

A decisão data de outubro de 2013, quando a juíza Denise Cote apontou o advogado Michael Bromwich como supervisor. O trabalho dele seria analisar rotinas de trabalho e treinamento da Apple, além de avaliar a maneira como a empresa lida com a concorrência em suas lojas virtuais. É justamente daí que vem o apelo da marca, conforme explica a agência Reuters.

No apelo registrado pela Maçã e negado nesta segunda-feira (13), a companhia afirma que Bromwich tentou agir além de suas atribuições. Entre as irregularidades apontadas estão a tentativa de entrevistar executivos-chave da empresa “de maneira agressiva” e as altas taxas cobradas pelo supervisor, que receberia US$ 1,1 mil por hora de trabalho. Isso o teria motivado a conduzir uma investigação longa, profunda e intrusiva, nas palavras da própria empresa.

O próprio Bromwich contestou as informações, detalhando uma série de tentativas infrutíferas de obter a cooperação da Apple. O departamento de justiça americano saiu em defesa dele, afirmando que não há nada de errado com a atuação do advogado. Além disso, a própria juíza Cote afirmou que deseja que a supervisão seja bem-sucedida e positiva para a Apple, afirmando que vai publicar detalhes sobre a negação do apelo nos próximos dias.

A Apple pode buscar uma suspensão emergencial do monitoramento junto à corte federal nas 48 horas que se seguem à negação do apelo. A empresa já afirmou que vai recorrer.