Apple prevê a venda de 71 milhões de iPhones neste final de ano

Por Redação | 24 de Novembro de 2014 às 11h31

A expectativa de vendas dos novos iPhones 6 para esta temporada de fim de ano na Apple é gigantesca. Pelo menos é isso o que mostra os números de envio de aparelhos para as lojas, que servem para medir a demanda esperada por parte dos consumidores. Segundo a consultoria KGI, no quarto trimestre de 2015 serão enviadas às lojas 71 milhões de iPhones. As informações foram publicadas pelo site Apple Insider.

O maior volume, claro, é do iPhone 6, com 41,6 milhões. O total é quase o triplo das 15,1 milhões de unidades do 6 Plus que serão enviadas às lojas - o que confirma as diversas previsões de analistas sobre a preferência dos usuários em relação ao modelo mais tradicional.

Apesar do número gigantesco de unidades dos novos modelos, a fabricante acredita que ainda há espaço para os modelos mais antigos. O iPhone 5S, lançado no ano passado, chegará com mais 8,8 milhões de unidades às lojas, enquanto mais de 4,3 milhões de unidades do iPhone 5C também serão colocados à venda. Por fim, temos também o iPhone 4S, o modelo mais antigo ainda produzido pela empresa que provavelmente verá seu último fim de ano com 1,6 milhão de unidades à venda.

Os números mostram a expectativa da Maçã por uma forte temporada de compras, motivada principalmente pelo interesse renovado por conta do Natal e eventuais promoções na Black Friday, que acontece nesta sexta-feira (28). Justamente por isso, a Apple estaria prevendo uma queda de quase 31% nos envios de aparelhos no primeiro trimestre do ano que vem, uma época em que, tradicionalmente, as vendas desaceleram. A oferta, então, deve seguir esse movimento.

Além disso, para a KGI, a chegada de um novo ano também abre a temporada de rumores sobre os novos aparelhos da empresa. Por mais que um modelo inédito de iPhone seja anunciado só no segundo semestre, para muitos aficionados por tecnologia, já seria hora de esperar. Sendo assim, as vendas devem cair proporcionalmente a cada trimestre, até subirem de novo no terceiro trimestre, quando um aparelho inédito normalmente chega às prateleiras.

Confirmando problemas

Ainda de acordo com a empresa de consultoria, a grande diferença nas vendas entre o iPhone 6 e o 6 Plus não teria a ver apenas com um interesse maior dos usuários pelas telas menores. Para a KGI, seria também um efeito de problemas na fabricação dos smartphones maiores, que teriam esgotado na primeira semana em muitos varejistas ao redor do mundo justamente devido à uma dificuldade da indústria chinesa em dar conta da demanda por ele.

Sendo assim, por mais que esteja entre os celulares mais vendidos do mundo, o iPhone 6 Plus poderia estar ocupando uma posição muito melhor em relação a seu irmão menor. A Apple saberia disso e, na mesma medida em que trabalha no Watch e nos novos modelos de iPad, estaria buscando parceiros e terceirizando tarefas para reduzir essa diferença entre os dois aparelhos.

Apesar de tudo, a fidelidade dos consumidores é digna de nota. Na procura por aparelhos com telas maiores do que cinco polegadas e na ausência do iPhone 6 Plus, os usuários poderiam buscar soluções semelhantes como o Galaxy Note 4, por exemplo, mas não é isso o que vem acontecendo. Na falta de um dos aparelhos da Maçã, os compradores acabam optando pelo smartphone convencional da marca.

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