Apple pode unir iTunes e Beats Music no ano que vem

Por Redação | 27 de Outubro de 2014 às 13h10

Parece que o primeiro resultado efetivo da compra da Beats Electronics pela Apple deve surgir no começo do ano que vem. Desde que os rumores sobre a negociação começaram a surgir na imprensa, muito se falou sobre a tentativa da Maçã de se recuperar das vendas em queda de seus serviços de música digital. Agora, parece que a empresa estaria disposta a sair desse mercado e colocar todas as suas fichas no streaming.

Pelo menos, é o que afirma uma reportagem publicada pelo The Wall Street Journal. Ouvindo fontes ligadas à companhia de Cupertino, o veículo diz que o iTunes seria integrado de forma completa ao Beats Music, que, inclusive, deixaria de existir de forma independente e se tornaria uma única plataforma de música sob a marca já reconhecida no mercado virtual e com presença garantida em iPhones, iPads e iPods por aí.

Não se sabe ao certo, porém, se a Apple estaria disposta a acabar de uma vez por todas com seu serviço de venda de faixas individuais ou se, aqui, a ideia é integrar o streaming ao serviço que já é ofertado hoje. Seja como for, a empresa não veria futuro no setor, que vem apresentando quedas de quase 20% nas vendas a cada ano, enquanto os usuários de plataformas pagas ou não, como Spotify, Pandora e o próprio Beats, só aumentam em proporções ainda maiores.

Os trabalhos na “reconstrução” do Beats Music já estariam acontecendo e os primeiros detalhes da união entre as empresas podem ser divulgados no começo do ano que vem. Apesar da união, a ideia seria manter as coisas mais ou menos como elas já funcionam hoje na plataforma de streaming, um negócio que é visto como extremamente bem-sucedido pela Apple e que teria sido o grande motivo por trás da aquisição da empresa fundada pelo rapper Dr. Dre e pelo produtor musical Jimmy Iovine.

A dupla, agora atuando como executivos da Apple, inclusive, estaria sendo essencial para uma das principais mudanças que a Maçã deseja aplicar em sua nova operação de streaming. De acordo com outros rumores publicados recentemente, a empresa estaria trabalhando junto à indústria fonográfica para garantir uma queda no preço da assinatura do Beats Music, colocando-o abaixo do aplicado pela concorrência.

Seria mais uma medida para atrair usuários para a própria plataforma e, acima de tudo, reverter as rendas em queda no mercado digital. Utilizando dados de compra da própria iTunes Store, a Apple estaria conversando com gravadoras, distribuidoras e artistas para aplicar uma mensalidade de US$ 5, cerca de R$ 13, metade do que é costumeiramente cobrado por aí na maioria dos serviços do tipo. A ideia, que implicaria na redução dos royalties recebidos, porém, não estaria agradando ao setor.

Por enquanto, nada de comentários. Oficialmente, na época em que anunciou a aquisição da Beats Electronics, a Apple disse que a empresa e todas as suas marcas continuariam a operar de forma independente. Há muito, porém, se fala que tal lógica não duraria muito tempo, apenas o suficiente para que a Maçã pudesse reorganizar sua estrutura interna para abraçar a integração. Pelo jeito, falta pouco para que esse movimento aconteça.

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