Apple pede que justiça reverta 'decisão radical' contra a empresa

Por Redação | 04.03.2014 às 14:55

A Apple quer que a corte de apelações dos Estados Unidos desconsidere uma decisão judicial que a condenou por violar a lei antitruste ao manipular preços de e-books. A empresa considerou a condenação “uma decisão radical”.

O julgamento, feito em julho de 2013, não teve júri. Na época, a juíza distrital Denise Cote considerou que a Apple teve “papel central” em um esquema, feito com cinco editoras, para aumentar os valores de livros eletrônicos em dezembro de 2009, segundo informou a agência de notícias Reuters.

E-book

O objetivo era dificultar o trabalho de concorrentes como a Amazon.com e impulsionar as vendas de seu iPad em 2010 com a venda de e-books.

No documento enviado pela Apple, a empresa esclareceu não ter “conhecimento de que editores estavam envolvidos em conspiração”.

A empresa afirmou ainda apenas ter tirado vantagem, legalmente, de uma discórdia de mercado e “lançou competição em um mercado altamente concentrado, entregando mais produção, níveis de preços menores e inovação acelerada”.

Para encerrar o julgamento, os editores aceitaram pagar cerca de US$166 milhões em um acordo na época.