Apple ficará com US$ 0,15 a cada US$ 100 em compras feitas com o Apple Pay

Por Redação | 15 de Setembro de 2014 às 12h46

Ao lado do iPhone 6 e do Apple Watch, o Apple Pay foi um dos principais anúncios da Maçã no evento da última terça-feira (09). Já bastante comentado anteriormente por meio de rumores, o sistema de pagamentos vai passar a funcionar com a chegada da versão 8 do sistema operacional iOS e utilizará NFC para que o usuário pague contas com o celular sem precisar tirar a carteira do bolso.

Apesar de comemorada pelos usuários, principalmente devido à praticidade envolvida, a novidade gerou questionamentos sobre o outro lado, o dos varejistas. A Apple respondeu afirmando que tem grandes empresas, como Starbucks, Disneyland e McDonald's a seu lado como os primeiros apoiadores do Pay nos Estados Unidos. Inicialmente, serão 220 mil estabelecimentos. Mas o que levou tanta gente graúda a adotar a novidade assim, de repente? As baixas taxas cobradas, como explica uma reportagem do jornal The New York Times.

De acordo com a matéria publicada nesta segunda-feira (15), parcerias com bancos e grandes cadeias de lojas permitirão que a Maçã cobre taxas bem menores pelo uso do Apple Pay em comparação com outros meios de pagamento. A empresa ficará com US$ 0,15 de cada US$ 100 pagos utilizando o serviço, um valor que parece bastante adequado para negócios de todos os tamanhos.

Esse valor tão baixo tem muito a ver com a vontade da Apple de investir na adoção de sua solução, mas também se relaciona à escala envolvida. De acordo com a empresa, são mais de 800 milhões de números de cartões de crédito registrados junto à iTunes Store, sua loja online, todos de clientes ao redor do mundo com potencial para utilizar a nova tecnologia.

É justamente isso que encheu os olhos dos bancos e bandeiras, que acreditam que o Apple Pay será uma gigantesca porta de entrada para o mundo dos pagamentos pelo celular. Mais do que isso, um segundo objetivo seria trazer para suas carteiras os pagamentos que ainda não são realizados pelo celular, com os usuários apostando na praticidade de usar o celular e o sistema TouchID em vez do dinheiro de verdade, gerando mais transações com o cartão de crédito.

Como funciona o Apple Pay?

Anunciado durante o evento da Apple no último dia 9 de setembro, a solução de pagamentos da empresa vai utilizar o cartão de crédito dos usuários, já cadastrado na iTunes Store, como meio de acertar contas em estabelecimentos comerciais. Tudo funciona com proximidade, por meio do sistema NFC disponível no celular e também em aparelhos chamados SecureElement.

O uso do sistema não implica na transferência de informações como logins, senhas ou dados pessoais pelos usuários. Nem mesmo a impressão digital, caso o TouchID seja usado, é transmitida. Tudo isso fica armazenado apenas na memória física do iPhone. A única informação trocada com a base é um número de autenticação criptografado, que serve para validar a transação. Com tudo certo, o pagamento é aprovado.

O Apple Pay estará disponível para todos os usuários de iOS 8 a partir de outubro. Por enquanto, porém, o sistema de pagamentos deve funcionar apenas nos Estados Unidos, mas a Apple tem planos de trazer a novidade também para outros territórios.

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