Apple pode comprar um quarto de todas as memórias produzidas no mundo em 2015

Por Redação | 08 de Outubro de 2014 às 10h43

Eis um dado que nem sempre se vê por aí: de acordo com as informações do vice-presidente da DRAMeXchange, Avril Wu, a Apple deve ser a responsável pela compra de um quarto de todas as memórias DRAM produzidas em 2015. Sim, você não leu errado – 25% de toda a produção global do componente será comprada por uma única empresa para fortalecer a nova geração de iPhones, iPads e outros produtos.

Hoje, esse número já é bem alto e chega a 16,5%, de acordo com as expectativas para 2014. Mas, com a altíssima demanda vista com o lançamento do iPhone 6, a iminente chegada de novos iPads ao mercado, a estreia no mercado das tecnologias vestíveis com o Watch e o sempre constante desenvolvimento de novos aparelhos, a tendência é que a Apple amplie cada vez mais essa participação, num movimento que interessa, e muito, às empresas do setor.

Além disso, Wu, que faz parte de uma das principais firmas de análise do setor, acredita que essa ampliação na demanda é, também, uma estratégia de mercado. Ao adquirir, sozinha, um quarto de toda a produção de componentes, a Apple estaria deixando muito pouco para seus concorrentes, o que pode acabar resultando em problemas de demanda e falhas na distribuição, dando mais uma vantagem aos produtos da Maçã. As informações foram publicadas pelo Ubergizmo.

É um aspecto que pode ser usado para explicar os motivos pela insistência em trabalhar com parceiros, em vez de adquirir fábricas para lidar com a própria produção. Além disso, tamanho volume e demanda permitem que a companhia trabalhe melhor com os preços, garantindo valores mais baixos por unidade, uma medida que reflete diretamente no custo final dos produtos e que pode ser decisivo na escolha do consumidor por um smartphone ou outro.

Mais do que tudo isso, os pedidos que têm sido feito pela Apple já para o ano que vem – cerca de 250 milhões de chips, de acordo com as estimativas – mostram uma grande expectativa principalmente pelas vendas do Apple Watch. O aparelho foi anunciado em setembro e marca a entrada da empresa no mundo das tecnologias vestíveis com um dispositivo com “vida própria”, mais do que um assistente para o telefone celular. Apesar de exigir um iPhone para funcionar, a ideia é que o gadget tenha sua própria loja de aplicativos e funcione por si só.

Rumores e especulações

E como não poderia deixar de ser quando se trata da Apple, a notícia veio acompanhada de sua bela cota de boatos. Wu, por exemplo, diz acreditar que a presença de apenas 1 GB de memória RAM no iPhone 6, um aspecto que pode ter frustrado algumas pessoas, se deve à disponibilidade limitada de chips desse tipo, necessários para a fabricação dos mais robustos iPads de nova geração.

Além disso, a expectativa é que a Apple use as mesmas memórias e também outros componentes do iPhone 6 no Watch, o que facilitaria a vida em suas plantas de fabricação. Ademais, melhoraria a cadeia de pedidos e permitiria que a empresa continuasse a praticar a política atual de negociação, além de garantir a qualidade no funcionamento por se tratarem de produtos já conhecidos.

Ainda há especulações sobre a quantidade exata de unidades que a companhia pretende colocar no mercado. Dos 250 milhões de chips encomendados, pelo menos 200 milhões seriam usados única e exclusivamente no iPhone 6, enquanto o restante deve aparecer no interior do Apple Watch. Os números também servem para dar uma ideia do tamanho do sucesso que a fabricante espera ver com cada um de seus novos aparelhos.

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