Apple bate recorde de faturamento e lucro com explosão na venda de iPhones

Por Redação | 24.04.2014 às 14:00
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A Apple divulgou nesta quarta-feira (23) seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre do ano fiscal de 2014, fechado em 29 de março, e os números são impressionantes. A empresa teve receita de US$ 45,6 bilhões e lucro de US$ 10,2 bilhões.

O resultado superou em mais de US$ 2 bilhões o que os analistas de Wall Street estavam esperando. A receita estava estimada em US$ 43,5 bilhões, contra US$ 43,6 bilhões do mesmo trimestre do ano anterior. Ou seja, a empresa lucrou US$ 2,1 bilhões a mais que o esperado. O lucro foi quase US$ 1 bilhão superior ao mesmo período de 2013.

A Apple entregou 43,7 milhões de iPhones no segundo trimestre, um aumento incrível comparado com os 37,4 milhões de aparelhos do mesmo período do ano passado. Já as vendas de iPads tiveram queda de mais de 3 milhões de unidades, totalizando 16,35 milhões vendidas, contra os 19,48 milhões de tablets do trimestre correspondente de 2013. As vendas internacionais representaram 66% da receita da empresa no período.

Na parte de computadores, os Mac também venderam mais e bateram a marca de 4,13 milhões de unidades vendidas no trimestre contra 3,95 milhões comercializados no ano anterior. Inclusive, as vendas foram tantas que a empresa teve problemas em atender a demanda por Mac Pro durante o trimestre.

"Estamos muito orgulhosos dos nossos resultados, especialmente com o salto de vendas do iPhone e a receita recorde de serviços", disse o CEO da Apple, Tim Cook. A empresa, segundo Cook, está se preparando para lançar "produtos e serviços que só a Apple pode colocar no mercado”, segundo a revista Mac World Brasil.

Outro destaque foi a iTunes Store, que agora tem 800 milhões de usuários e gerou US$ 2,6 bilhões em receitas, 85% maior que a Play Store, do Google. Já dá para imaginar porque o iOS é mais lucrativo para os desenvolvedores do que o Android.

A revista Mac Magazine listou os destaques do evento em que o sorridente CEO Tim Cook anunciou os excelentes resultados da companhia.

iPhones

  • As vendas aumentaram 17% se comparadas ao mesmo trimestre de 2013, muito por conta da recente parceria com a China Mobile (maior operadora do mundo);
  • No Japão, o aumento ano a ano foi de 50%; muitos mercados desenvolvidos também apresentaram bons números, como Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, etc;
  • No Brasil, Polônia, Turquia e Indonésia as vendas de iPhones tiveram crescimento de dois dígitos; na Índia, as vendas mais que dobraram;
  • O smartphone da Apple continua fazendo sucesso nas empresas — na Siemens, já são mais de 30.000 aparelhos;
  • O preço médio de venda (ASP, ou average selling price) do iPhone caiu US$40, a maior queda sequencialmente. O preço foi puxado para baixo por conta das altas vendas do iPhone 4S em mercados emergentes. Por outro lado, Cook afirmou que as vendas do iPhone 4 foram bem baixas — possivelmente por isso ele foi retirado de cena;
  • Mesmo puxando o preço médio para baixo, cerca de 80% de compradores de iPhones 4S foram novos usuários, mostrando que a estratégia de ter um modelo de entrada “mais em conta” chama muita gente nova para o ecossistema da empresa;
  • No geral, metade dos consumidores de iPhones são novos compradores.

iPads

  • Apesar de não ter batido as estimativas de analistas (que imaginaram vendas de 19,4 milhões de unidades), os 16,3 milhões de iPads comercializados atingiram a expectativa da empresa;
  • Nos EUA, o tráfego na web de iPads superou o de tablets com Android em mais de quatro vezes;
  • Dois terços das pessoas que planejam comprar um tablet nos próximos 90 dias optaram pelo iPad;
  • O U.S. Department of Veterans Affairs (algo como Departamento de Assuntos de Veteranos dos Estados Unidos) planeja utilizar 11.000 iPads para mudar a relação entre doutor/paciente;
  • O market share de iPads no mercado educacional americano é de impressionantes 95%; no mercado corporativo, o domínio é de 91%;
  • Sozinho, o iPad representou US$ 7,6 bilhões para as receitas da Apple; nos últimos 12 meses foram US$ 32 bilhões, o que colocaria apenas o “negócio iPad” (sozinho) como entre as 100 maiores empresas da Fortune 500 — já o iPhone ficaria entre as 25 maiores empresas;
  • iPads contam com 98% de satisfação de clientes. Segundo Cook, “não há quase nada no mundo com uma taxa de satisfação de 98%”;
  • Dois terços dos consumidores de iPads são novos usuários do ecossistema da Apple.

Macs

  • MacBooks Pro e MacBooks Air continuam sendo os carros-chefes da linha Mac;
  • Nos últimos 32 trimestres, os Macintoshes ganharam market share em 31 deles;
  • As vendas de Macs continuam superando o mercado de PCs em geral.

iTunes Store, App Store, software e serviços

  • As receitas com a iTunes Store, softwares e serviços cresceram numa taxa de dois dígitos e atingiram US$ 2,6 bilhões;
  • A Apple tem agora 800 milhões de contas — a maioria com cartões de crédito cadastrados, prontos para serem debitados. A taxa de crescimento desse número está na casa dos 710.000 por dia, algo inimaginável para qualquer serviço atualmente;
  • O download cumulativo (novos downloads e atualizações) de apps atingiu a incrível marca de 70 bilhões;
  • No trimestre, a App Store gerou 85% mais receitas do que a Google Play (loja de apps para aparelhos com Android).

Apple Retail Stores

  • A Apple inaugurou lojas em dois novos países no trimestre: Brasil e Turquia;
  • Angela Ahrendts (ex-CEO da Burberry e nova vice-presidente sênior de varejo da Apple) começará a trabalhar na firma de Cupertino na semana que vem.

Outros destaques

  • Até o momento foram vendidas 20 milhões de Apple TVs, mostrando que o set-top box deixou mesmo de ser apenas um “hobby”;
  • US$ 45,6 bilhões em receitas foi um novo recorde para o trimestre de março — e o melhor se não levarmos em consideração o trimestre que engloba as vendas de fim do ano (Natal);
  • Os ganhos por ação foram os mais altos dos últimos seis trimestres;
  • Nos últimos 18 meses, a Apple adquiriu 24 empresas;
  • A Apple terminou o trimestre com US$ 150,6 bilhões em caixa, dos quais US$ 18 bilhões estão nos EUA;
  • A empresa não planeja repatriar os bilhões que estão espalhados pelo mundo, já que isso não seria um movimento bom para os acionistas.