Apple bane materiais químicos que causam câncer da fabricação de produtos

Por Redação | 14 de Agosto de 2014 às 17h53
photo_camera Divulgação

A Apple anunciou nesta quinta-feira (14) uma mudança em 22 fábricas que atuam na montagem dos produtos da empresa. Em comunicado oficial no site da companhia, Lisa Jackson, vice-presidente de iniciativas ambientais da Maçã, publicou uma carta expicando que produtos tóxicos como benzeno e n-hexano estão banidos da linha de produção da marca por causarem problemas de saúde aos funcionários.

Os países que estão proibidos de usar essas substâncias são China, Brasil, Irlanda e Estados Unidos (Texas e Califórnia). Durante quatro meses, a Apple fez uma ivestigação num total de 22 fábricas nestes locais. Apesar de não ter acontecido nenhum acidente específico, cerca de 500 mil pessoas que traballham nas fábricas poderiam estar expostas ao perigo causado por esses componentes. Quatro fábricas estavam em níveis aceitáveis e seguros de exposição, e outras 18 não apresentaram nenhuma evidência desses materiais tóxicos.

"Eliminar os riscos de substâncias tóxicas em produtos que todos nós usamos sempre foi uma paixão minha e hoje é uma das nossas três principais prioridades ambientais aqui na Apple. Nós continuamos liderando a indústria nesta área da mesma forma que estamos empenhados em manter as pessoas e o meio ambiente saudáveis. É por isso que removemos muitas substâncias nocivas dos nossos produtos e não medimos esforços para nos certificar de que eles continuem assim", explicou Lisa Jackson.

Presente (mesmo em baixos níveis) na gasolina, cigarros, tintas, colas e detergentes, o benzeno é uma substância cancerígena que pode causar leucemia se não for tratada adequadamente. O n-hexano, por sua vez, tem sido associado a danos nos nervos. Ambas as substâncias são encontradas com frequência em solventes usados para limpar máquinas e eletrônicos.

Jackson também disse que exige que os fornecedores sigam testes rigorosos feitos tanto por peritos próprios da Apple quanto por laboratórios independentes. Inclusive, a empresa divulgou para o público um PDF com o relatório Especificação de Substâncias Reguladas (clique aqui para acessar), que detalha informações dos materiais usados nos produtos da Maçã. Além disso, a Apple se comprometeu com a remoção de toxinas de seus gadgets nas fases finais de produção – nas iniciais, o uso desses materiais ainda é permitido, como informa a Associated Press.

"Vamos investir em pesquisa sobre novos materiais e tecnologias. Vamos montar um novo conselho consultivo composto por líderes em produtos químicos mais seguros e prevenção de poluição para avançar nossos esforços a fim de minimizar ou eliminar as toxinas de nossos produtos e da nossa cadeia de abastecimento. E vamos ouvir – convocar mesas redondas com os interessados para determinar a melhor ciência, dados e soluções", disse Jackson.

A decisão da Apple chega cinco meses depois que ativistas das ONGs China Labor Watch e Green America iniciaram uma campanha contra a gigante de Cupertino pedindo por melhores condições de trabalho em suas fábricas. Na época, os integrandes das duas entidades alegaram em um manifesto que cerca de 1,5 milhão de trabalhadores das fábricas da empresa na China lida diariamente com químicos tóxicos sem nenhum treinamento ou proteção adequados.

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