Após aporte de R$ 71 mi, Zenvia foca em aquisições e expansão internacional

Por Rafael Romer | 17 de Novembro de 2014 às 16h50
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No começo do mês, a empresa brasileira de serviços móveis Zenvia anunciou o recebimento de um aporte de R$ 71 milhões, que será dividido entre o braço de participações do BNDES, o BNDESPar e do fundo de investimento focado em empresas de tecnologia DLM. Com o investimento, a companhia baseada em Porto Alegre (RS) agora se prepara para colocar em movimento duas estratégias: a expansão de suas ofertas de serviços móveis corporativos e o desembarque em novos mercados internacionais.

Ao Canaltech, o CEO da Zenvia, Cássio Bobsin, explicou que isso deverá ocorrer de duas formas. A primeira será na será a ampliação da inovação dentro empresa, através da integração de novos serviços para o portfólio de negócio. "Vamos atuar mais próximos de marcas na relação entre empresas e consumidores, usando tecnologias móveis. Queremos integrar novas tecnologias para auxiliar as marcas a interagirem melhor com seus consumidores", explicou.

Hoje, a Zenvia atua com 4.500 empresas no país, atingindo cerca de 3 milhões de consumidores com suas ofertas de marketing móvel e de conteúdo de serviços móveis. De acordo com Bobsin, esses setores são responsáveis por aproximadamente de 60% e 40% do seu faturamento, respectivamente. A ampliação deverá ser feita através do investimento no desenvolvimento de tecnologias dentro de casa, estratégia que passará pela expansão da equipe da Zenvia. De acordo com Bobsin, a expectativa é aumentar seu time dos atuais 120 colaboradores para cerca de 200 pessoas até o final de 2015.

Mas uma parte considerável do investimento também deverá ser reservado para novas aquisições pela Zenviam - a segunda forma do plano de expansão da empresa. "Como estamos construindo uma operação para a consolidação de mercado, o que estamos procurando são empresas ou que fortaleçam nossa posição e ampliem nosso portifólio ou expandam nossa atuação para mercados em outros países", disse Bobsin.

De acordo com o executivo, ainda não há um roadmap fechado de como a expansão da empresa para outros mercados deverá acontecer. Apesar disso, o foco inicial será em outros mercados da América Latina, com foco na Colômbia e México, países com níveis altos de crescimento da penetração de smartphones, como o Brasil.

Aquisições não são nenhuma novidade para a Zenvia, que deve à integração de tecnologias de empresas adquiridas boa parte do seu crescimento de 95% ao ano entre 2007 e 2013 no mercado nacional.

Fundada em 2003 pelos sócios Bobsin e Victor Knewitz com o nome de Human Mobile, a Zenvia só assumiu o nome atual após a aquisição da concorrente no setor de SMS corporativo, Comunika, em 2011. Em 2012, a empresa também adquiriu a líder em soluções de carrier Purebros, e, no ano passado, a startup Zynk, focada em distribuição de conteúdos para smartphones.

Para este ano, a previsão é de um crescimento de 50% no faturamento em relação ao ano passado, atingindo a marca de R$ 150 milhões. Segundo o CEO, em 2016 a empresa deverá fazer sua listagem no Bovespa Mais, segmento da BM&FBOVESPA focada em fomentar o crescimento de pequenas e médias empresas através do mercado de capitais.

"A abertura de capital é, na verdade, um meio para nós fazermos captação [de recursos]. Então estamos montando nosso plano de empresa para fazer a abertura de capital em até cinco anos. Mas tudo depende da janela de oportunidade do mercado, que não está favorável", concluiu.

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