Analistas acreditam em uma lenta recuperação da HP

Por Redação | 05 de Outubro de 2012 às 13h09

Os analistas não estão vendo com bons olhos a nova estratégia da HP, de focar seu fornecimento para o mundo corporativo. Eles acreditam que seja bem difícil a empresa se recuperar financeiramente em menos de dois anos, conforme o plano de negócios prevê.

A grande maioria dos especialistas antecipa uma provável queda no faturamento e na margem de lucro da Hewlett-Packard a curto prazo. Enfrentar os concorrentes diretos - IBM e Dell - no segmento corporativo não vai ser tão fácil, ainda mais com a situação delicada e urgência da HP.

"A suposição da HP de que conseguirá reverter a situação de seus negócios de computação empresarial no prazo de um a dois anos parece agressiva, dada a significativa queda de receita e a deterioração de margens de lucro antecipadas para 2013", disse o analista Keith Bachman, da BMO Capital Markets, à Reuters. O próprio Bachman, conhecido pela precisão de suas projeções, reduziu em US$ 5 sua projeção para as ações da HP.

Meg Whitman, a CEO da HP, afirmou que os resultados do seu plano de recuperação só serão visíveis no ano fiscal de 2014. A forte queda nos negócios da empresa foi fortalecida após Whitman dizer que a receita de serviços da empresa cairá entre 11% e 13% no ano fiscal de 2013. O anúncio fez com que, na última quarta-feira (03), as ações da HP atingissem o menor valor em nove anos.

"Os computadores e impressoras devem ser prejudicados porque os usuários finais trocaram de smartphone e tablet em um período duas a três vezes menor do que computador ou impressora", disse o analista Mark Moskowitz, do JP Morgan, à Reuters.

Moskowitz também está descrente em relação à HP e acredita que, em um futuro próximo, os investidores não vão dar muita atenção à companhia de Whitman.

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