Amazon lança serviço de aluguel de e-books no Brasil

Por Redação | 11 de Dezembro de 2014 às 11h41
photo_camera Divulgação

Após alguns rumores e um bom bocado de antecipação, a Amazon finalmente lançou seu serviço de aluguel de livros Kindle Unlimited. Disponível agora no Brasil e custando R$ 19,90 mensais, a novidade permite o acesso a uma biblioteca de mais de 700 mil títulos, sendo 10 mil deles em português.

Todos podem ser lidos à vontade e sem restrições ou data para “devolução”. A única limitação é que cada usuário pode ter apenas dez livros ativados em sua conta e, para pegar um novo, deve desativar um dos antigos para liberar espaço. Além disso, para atrair clientes, a Amazon está oferecendo um mês de acesso gratuito para que as pessoas experimentem a novidade.

Ao contrário do que o nome indica, também, não é preciso ter um tablet ou e-reader da linha Kindle para acessar o Unlimited. O serviço dá suporte total ao aplicativo da Amazon, que está disponível em todos os sistemas operacionais e permite acessar a biblioteca do serviço de locação pelo computador. O funcionamento é o mesmo dos e-books comprados, com a diferença que, agora, o pagamento é feito por mensalidade e não mais por título, uma alternativa que pode parecer bastante econômica para os devoradores de páginas.

Além de títulos lançados pela plataforma de autopublicação da própria Amazon, também estão disponíveis livros de editoras como Globo, Leya, Belas Artes, Landmark e outros. Não se trata, necessariamente, de todo o portfólio de tais empresas. Além disso, a ausência de grandes nomes como Record, Sextante, Companhia das Letras, Cosac Naify e outras chama a atenção de uma maneira negativa.

O motivo para isso seria a falta de clareza com relação ao pagamento pelo conteúdo acessado. Repetindo os mesmos problemas pelos quais já passam os serviços de streaming de música, por exemplo, os royalties seriam baixos e o cálculo para acerto deles confuso. Assim, muitos dos grandes players do mercado estão cautelosos em embarcar na empreitada.

Além disso, sempre fica a preocupação com queda nas vendas e no faturamento, uma vez que o acerto de royalties desta maneira sempre será menor que o lucro obtido pela compra de um livro propriamente dito. O diretor da Amazon, Alex Szapiro, porém, descarta essa hipótese afirmando que, nos Estados Unidos, boa parte dos assinantes do Kindle Unlimited continuou comprando normalmente na loja online. E isso também incluiria livros, já que ainda existe uma distinção bastante grande entre possuir o título – principalmente quando se tratam de cópias físicas – e simplesmente alugá-los.

O executivo também espera que as empresas que ficaram de fora deste lançamento inicial embarquem em um futuro próximo, já que a ideia é que o serviço evolua assim como aconteceu com outras plataformas do tipo. Para Szapiro, esse é o melhor programa em termos de custo-benefício e não deve demorar para que o fluxo de usuários aumente e todos queiram desfrutar do serviço.

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