Amazon estaria começando a desenvolver chips para servidores

Por Redação | 29 de Abril de 2014 às 12h42

Uma série de contratações e vagas de emprego abertas recentemente já davam ideia de que a Amazon estaria prestes a entrar no ramo da produção de chips. Agora, fontes anônimas confirmam que, sim, esse é o próximo passo da gigante varejista que, cada vez mais, tenta expandir seus negócios para além da loja online e se constituir como uma empresa que tem a tecnologia como seu núcleo.

As informações foram publicadas pelo site GigaOm e, ao que tudo indica, a empresa está focando na redução de custos e maximização de performance. As informações ainda dizem que a Amazon estaria desenvolvendo seus próprios processadores com arquitetura ARM para os servidores que funcionam por trás de seu serviço de computação nas nuvens. É uma aposta cara e ousada, mas que poderá gerar bons frutos se for bem-sucedida.

Apesar de ter negado declarações, é oficial a informação de que a Amazon contratou uma série de ex-engenheiros da Calxeda, uma startup especializada em servidores ARM que fechou em 2013. Entre os novos funcionários da varejista está até mesmo o diretor de tecnologia da antiga companhia, além de pessoas-chave do time de desenvolvimento de hardware.

A indicação de que a Amazon estaria realmente montando um time focado em hardware e servidores se tornou ainda mais clara quando a empresa abriu uma série de vagas de emprego para arquitetos com especialização em processadores. Todos, incluindo os ex-Calxeda, trabalharão em uma unidade na cidade de Austin, no Texas, dedicada ao desenvolvimento de soluções de hardware.

São duas as hipóteses mais prováveis: a Amazon está na corrida para produzir seus próprios chips ou, pelo menos, está investigando arquiteturas atuais que possam ser personalizadas de acordo com as próprias necessidades. Ambas as iniciativas exigem pessoal especializado e são focadas unicamente em interesse próprio, mas há uma grande diferença entre elas: o valor dessa brincadeira toda.

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A criação de novos processadores significa um investimento de centenas de milhões de dólares, além de precisar de um longo tempo para ser concluída. Mas é uma iniciativa que, se bem-sucedida, pode gerar ganhos muitos maiores no futuro. A ideia é prover funcionamento dedicado, ágil e, acima de tudo, economia de recursos dos sistemas.

Para uma empresa do porte da Amazon, que mantém fazendas de servidores ao redor do mundo e compra hardware de fornecedores parceiros, pode ser uma ideia que faça sentido. Manter a produção de chips o mais interna possível, então, seria uma forma de reduzir os custos de operação, apesar do gigantesco investimento inicial.

É uma abordagem na qual a empresa já tem certa experiência. Desde o ano passado, ela desenha servidores especializados às suas necessidades, mas utilizando componentes de terceiros. A mudança gerou economia de 30% nas operações da companhia, além de uma redução na complexidade que facilitou manutenções e soluções de problemas.

Sendo assim, a criação de chips próprios seria o próximo nessa direção. Mas essa é uma estrada longa e, se a iniciativa da Amazon realmente for confirmada, a expectativa é que os primeiros componentes devam aparecer, no mínimo, daqui a três anos.

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