Amazon critica lentidão da FAA para liberar licenças de testes para drones

Por Redação | 25.03.2015 às 11:18

A Amazon parece ter perdido a paciência com a demora dos reguladores federais dos Estados Unidos por seu lento processo de aprovação de testes em drones comerciais. De acordo com a gigante do e-commerce, os Estados Unidos estão ficando para trás de outros países na área de tecnologia de aviação não tripulada, algo que a empresa afirma ser potencialmente lucrativo.

Na semana passada, a Agência Federal de Aviação (FAA) concedeu uma licença para a realização de testes à Amazon, autorizando assim a companhia a utilizar seus drones em modo experimental para entregas nos Estados Unidos. No entanto, a Amazon afirmou que o protótipo tornou-se obsoleto enquanto a empresa esperou mais de seis meses para ganhar permissão da agência.

"Nós não vamos testá-lo mais. Transferimos designers e já estamos testando no exterior", declarou o executivo da empresa Paul Misener. "Em nenhum outro lugar fora dos Estados Unidos temos sido obrigados a esperar mais do que um ou dois meses para começar os testes", afirmou.

O depoimento de Misener foi enviado a responsáveis pela legislação e aprovação de licenças relacionadas a aviação não tripulada. O executivo também afirmou que a Amazon emitiu um novo pedido para os testes em um sistema de robótica mais avançado e que agora aguarda por uma aprovação mais rápida.

"Este baixo nível de atenção do governo e lentidão são inadequadas, especialmente em comparação com os esforços em outros países. A FAA já tem autoridade legal adequada. O que a FAA precisa é de um impulso, para que os Estados Unidos não fiquem ainda mais atrás", acrescentou Misener.

O exemplo da Amazon mostra como muitas empresas estão insatisfeitas com o processo de aprovação de testes e experimentos com drones por parte do governo norte-americano. Todas as empresas interessadas reclamam da demora no processo da FAA, impedindo que as elas possam gerar novas receitas e reduzir custos de logística.

A intenção da Amazon é utilizar drones para entregar pedidos em distâncias superiores a 16 km. Isso inclui desenvolver drones que podem viajar autonomamente e que estejam equipados com tecnologia que impede colisões com outras aeronaves.

Recentemente, a FAA regulamentou regras que impedem a utilização da maioria dos voos de drones para fins comerciais, com restrições relacionadas à entrega de pedidos a clientes. Entre outras restrições, estão a limitação de voos de drones comerciais a uma altura superior a 150 metros, a possibilidade de utilizar drones apenas durante o dia e a exigência de que os operadores precisam manter os drones à vista o tempo todo.

Enquanto isso, na Austrália, Canadá, França e Reino Unido a regulamentação de voos de drones tem progredido em prol da utilização para fins comerciais. A Austrália concedeu licenças de operação a 185 empresas, enquanto que países europeus emitiram mais de 1.000 licenças, segundo relatório do Government Accountability Office.

Via Re/code

Fonte: http://recode.net/2015/03/24/amazon-blasts-faa-for-slowness-on-drone-regulation/