Amazon apresenta alta, mas vê ações caírem na bolsa de Nova York

Por Redação | 31 de Janeiro de 2014 às 13h30

Apesar de ter apresentado resultados positivos relacionados ao quarto trimestre de 2013, a Amazon viu suas ações na bolsa de Nova York caírem devido aos números abaixo do esperado pelo mercado. A queda nesta quinta-feira (30) foi de 4,5%, mesmo após a revelação de lucros líquidos e crescimento em diversos segmentos.

Entre os meses de outubro e dezembro de 2013, a Amazon registrou um faturamento total de US$ 25,59 bilhões, com lucros líquidos de US$ 510 milhões e um ganho de US$ 0,51 por ação. A soma, apesar de reverter a tendência de queda do trimestre anterior, ficou abaixo do que era esperado pelo mercado, que queria ver rendimentos na casa dos US$ 26,06 bilhões e valorização de US$ 0,66 por ação.

Em comunicado oficial, anexado à divulgação dos números, o CEO da Amazon Jeff Bezos enalteceu os resultados e, principalmente, o crescimento no setor de serviços para a web, que é encaixado em uma categoria chamada de “Outros”, juntamente com a renda oriunda da exibição de anúncios e diversos serviços complementares.

Apenas nesse segmento, o faturamento foi de US$ 1,23 bilhão, um crescimento de 19% em relação ao que foi registrado no terceiro trimestre de 2013. A maior fonte de renda continua sendo a América do Norte, onde a empresa opera seus maiores data centers e estruturas. Apenas US$ 64 milhões foram oriundos de outros países, um número que a Amazon atribuiu aos temores internacionais quanto à espionagem praticada pela NSA.

O faturamento total da empresa em 2013 foi de US$ 74,45 bilhões, um crescimento de 18% sobre os US$ 61,09 bilhões faturados ao longo de 2012. Para o ano atual, porém, a Amazon já espera redução em alguns dos números, principalmente devido ao reajuste de preços do serviço de streaming Instant Video, que deve subir de US$ 20 a US$ 40 em sua assinatura mensal.

Ainda assim, porém, a empresa não espera uma diminuição em seu ritmo de crescimento. Esse fator se deve à previsão de lançamento de novos shows para competir com a Netflix, a possíveis novos modelos de Kindle e à expansão constante do serviço de armazenamento e softwares na nuvem.

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