Alergia a iPad? Níquel presente no gadget pode ser o responsável

Por Redação | 15 de Julho de 2014 às 13h38

Um novo relatório publicado pelo American Journal of Pediatrics, intitulado “iPad—Increasing Nickel Exposure in Children” relatou um caso de alergia a níquel presente em um iPad de primeira geração da Apple e que atingiu uma criança de 11 anos, agravando uma ocorrência de dermatite.

Segundo o relatório, a criança, que não foi identificada, sofreu erupções cutâneas graves e persistentes ao entrar em contato com o níquel presente na parte metálica do iPad que usava com frequência, informa o The Register. Segundo os autores da publicação, os dermatologistas Sharon Jacob e Shehla Admani, testes comprovaram que a criança era alérgica ao níquel, um metal que não é bem tolerado por muitas pessoas.

Após a descoberta, os médicos buscaram identificar os itens em torno da criança e constataram a presença de níquel no iPad. Em seguida, optaram por colocar uma capa no iPad usado pela criança, o que resultou em uma “melhora considerável” das erupções cutâneas, apenas com a criança não tocando mais as partes metálicas do aparelho.

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Na conclusão do trabalho, os autores alertam que o níquel é comum em aparelhos eletrônicos como celulares e tablets, e os pais devem ter uma atenção especial com o uso desses gadgets, caso o uso seja frequente para as crianças. Uma opção apontada pelos especialistas é o uso de capas de proteção para evitar o contato direto.

A Apple respondeu o relatório afirmando em um comunicado que seus produtos são feitos visando os “mais altos padrões de segurança” exigidos pelas autoridades locais onde atua.

Essa não é a primeira vez que são relatadas alergias de pele após o uso de eletrônicos, segundo o USA Today. A fabricante Fitbit já teve o problema quando usuários relataram irritações de pele devido ao níquel utilizado no Fitbit Force, um wearable da marca. Na época os casos foram investigados por médicos e o CEO e co-fundador da Fitbit, James Park, afirmou que 1,7% dos usuários relataram as erupções cutâneas com o uso do produto.

Em 2010 o tema de “erupção celular” causada pelo contato prolongado com o níquel presente em dispositivos eletrônicos foi abordado no American College of Allergy, Asthma and Immunology, conferência anual sobre saúde nos Estados Unidos.

Com o debate se popularizando, não é surpresa que em breve essa questão seja mais considerada pelas empresas de tecnologia. A Samsung, por exemplo, deu destaque que seus Galaxy wearables são produzidos com materiais hipoalergênicos.

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