Aeronave que transportava Eduardo Campos é uma das mais modernas do mundo

Por Redação | 13 de Agosto de 2014 às 18h29
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O avião que transportava o ex-governador de Pernambuco e candidato do Partido Socialista Brasileiro (PSB) à presidência da República, Eduardo Campos, era um modelo bimotor Cessna 560 XL prefixo PR-AFA, da Cessna Finance Export Corporation e operado pela empresa AF Andrade Empreendimentos e Participações LTDA, com sede em Ribeirão Preto, em São Paulo. De acordo com o Valor Econômico, a aeronave que transportava Campos estava em situação regular, com "todos os certificados em dia".

Lançado em 1996, o jato traz várias tecnologias embarcadas e é muito usado por executivos e celebridades. Ele pode alcançar velocidades de até 815 quilômetros por hora, tem envergadura de 17 metros, comprimento total de 16 metros e é capaz de comportar, entre carga e passageiros, aproximadamente 3 toneladas. Além disso, o jato conta com vários equipamentos de segurança, entre eles um sistema de anticolisão de tráfego (TCAS, na sigla em inglês). O modelo custa cerca de US$ 10 milhões.

A série 560 XL da Cessna utiliza um par de propulsores turbofan Pratt & Whitney PW545C e tem autonomia para voar até 3.441 km, podendo ir de São Paulo até Lima, no Peru, sem escalas. Para decolar, o veículo requer no mínimo 3 mil pés ou 1.200 metros de pista, medidas consideradas pequenas por especialistas.

A Cessna responde por cerca de 25% da frota brasileira de aviões executivos que voam no Brasil. Segundo o anuário 2014 da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a Cessna Aircraft somava em 31 de dezembro 3.661 aeronaves no Brasil, número 7% maior que o registrado em 2012. Segundo a Abag, a frota brasileira de aeronaves executivas - jatos, turboélices e helicópteros - somou em 2013 um total de 14.639 unidades.

Cessna 560 XL

Considerada segura, aeronave Cessna 560 XL é usada por executivos e custa cerca de US$ 10 milhões. (Foto: Divulgação/Cessna)

O acidente

Por volta das 10h desta quarta-feira (13) em Santos, a aeronave que transportava Eduardo Campos e mais sete pessoas vinha do Rio de Janeiro com destino ao Guarujá, a 86 km de São Paulo. Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária), morreram, além de Campos, os pilotos Geraldo Cunha e Marcos Martins, o assessor de imprensa Carlos Augusto Leal Filho, o fotógrafo Alexandre Severo Gomes e Silva, o cinegrafista Marcelo Lira e ainda Pedro Valadares Neto.

No momento do acidente chovia e ventava bastante. O UOL informa que o jato caiu entre as ruas Alexandre Herculano e Vahia de Abreu, no bairro do Boqueirão, na zona leste de Santos, atingindo oito casas - duas delas correm o risco de desabar. Segundo informações da Santa Casa de Misericórdia de Santos, seis pessoas da região atingida pela aeronave foram encaminhadas a hospitais com ferimentos leves.

Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, Campos, ex-governador de Pernambuco, tinha compromissos de campanha no litoral paulista nesta quarta. À tarde, ele participaria do Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos. A candidata a vice, Marina Silva, não estava na aeronave. A ex-ministra do Meio Ambiente embarcaria com Campos no Rio, mas acabou viajando para São Paulo com assessores em um avião de carreira.

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