Ações da Samsung têm maior baixa dos últimos dois anos

Por Redação | 24 de Setembro de 2014 às 12h53
photo_camera Divulgação

O lançamento do iPhone 6 e do Plus, seu irmão maior, teve efeitos bastante danosos sobre as ações da Samsung. Já registrando baixas desde os primeiros dias em que o concorrente chegou às lojas, os papéis da fabricante coreana chegaram a seu menor valor dos últimos dois anos nesta terça-feira (23), quando a Apple anunciou o recorde de 10 milhões de smartphones vendidos apenas no primeiro final de semana dos novos aparelhos nas lojas.

De acordo com as informações do jornal Korea Times, investidores e analistas de mercado não teriam esperado tamanho volume de pré-vendas e o sucesso comercial dos novos modelos após seu lançamento. Tais dados teriam levado a empresa a, até mesmo, revisar suas expectativas de lucros para os próximos trimestres, reduzindo em cerca de US$ 950 mil essa expectativa.

Além disso, não ajudaram muito a competição cada vez mais acirrada em território chinês e os pedidos de operadoras do país para que as fabricantes baixassem os valores de seus aparelhos como forma de reduzir os gastos com publicidade e subsídios. Nesse ensejo, empresas menores, que trabalham com dispositivos mais simples, estariam tendo vantagem em um campo no qual a Samsung acredita ser incapaz de competir.

Com tudo isso, as cotas da fabricante coreana teriam registrado queda de 2,3% e chegado a ₩ 1,161 mil, o menor valor registrado em wons desde julho de 2012. No acumulado do ano, a queda já seria de 15% e o valor de mercado da Samsung já teria sido reduzido em mais de US$ 30 bilhões, de acordo com as informações da Businessweek.

Mas nada disso significa que a empresa está parada vendo tudo ir por água abaixo. Pelo contrário, a Samsung está confiante que a chegada do Galaxy Note 4, seu próximo smartphone de topo de linha, criará uma competição direta com o iPhone 6 Plus e trará um fluxo todo novo de clientes, interessados em telas grandes que, aqui, são ainda maiores que as da concorrência.

A expectativa da empresa seria vender 15 milhões de unidades do celular em todo o mundo, apenas em seu primeiro mês nas prateleiras. É uma previsão ousada, na opinião da analistas, que enxergam a saturação do mercado e a chegada recente dos novos aparelhos da Apple como uma indicação de que tais números não serão atingidos, mesmo com os grandes esforços de marketing e parcerias que estão sendo realizadas entre a marca e diversas operadoras de telefonia.

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