Ações da Apple registram maior valor da história antes da chegada do iPhone 6

Por Redação | 20 de Agosto de 2014 às 10h22
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A antecipação pela chegada dos novos modelos de iPhone está fazendo mais do que preencher os sites de notícias e a cabeça dos aficionados com novas informações e rumores diariamente. A iminência do anúncio e lançamento dos aparelhos também foi positiva para os investidores, que viram as ações da Apple atingirem o maior valor de sua história e chegarem a US$ 100 durante o pregão desta terça-feira (19), nos Estados Unidos.

Mais precisamente, as ações da companhia chegaram a valer US$ 100,53, uma alta de 1,4% e o maior montante já atingido na história da empresa. Recentemente, as cotas da companhia passaram por um split, com todos os papéis sendo divididos por sete como uma maneira de reduzir o valor das ações e garantir que mais partes possam ser vendidas aos investidores interessados.

É isso que explica a notícia, já que anteriormente, o maior valor obtido pela Apple em suas ações era de US$ 702,10, antes do split. Caso tais números fossem corrigidos para a situação atual, as cotas da Apple valeriam US$ 100,30 cada uma, configurando o segundo maior montante já cobrado pela companhia em sua história. A marca, aqui, foi obtida em setembro de 2012, dois dias antes do lançamento do iPhone 5.

Na opinião de analistas ouvidos pelo site CNET, trata-se de um reflexo claro da aproximação do evento de anúncio do iPhone 6, que está marcado para acontecer no dia 9 de setembro. Por mais que a Maçã tente se diversificar cada vez mais, os smartphones ainda são seu principal produto e, sendo assim, a chegada de um novo modelo – principalmente quando ele contém mudanças bastante esperadas de design e funções – é sempre muito antecipada pelo mercado, que conta com um bom desempenho nas prateleiras e uma valorização da companhia.

Mais do que isso, a alta trata-se de uma demonstração de confiança no potencial de Tim Cook para tocar a companhia, principalmente após a saída de Steve Jobs da direção da empresa. A ideia geral é que o novo executivo poderia não ser capaz de continuar a sequência criativa iniciada pelo fundador da Apple, mas ele tem provado exatamente o contrário, principalmente agora, quando a empresa se aproxima de mais uma grande mudança de design, introduzindo os iPhones com as maiores telas já lançadas pela marca.

Os rumores já dão como certos o lançamento de uma versão do celular com display de 5,5 polegadas, que já vem sendo até mesmo chamada de iPhone 6L. A ideia aqui seria se adequar melhor ao gosto dos consumidores e bater de frente com empresas como Samsung, HTC e LG, que já possuem modelos de tela gigante rodando o sistema operacional Android.

Além disso, existe também a expectativa pelo iWatch, o já bastante comentado e sempre esperado relógio inteligente da Maçã. Muita gente espera que o produto também seja anunciado no dia 9 de setembro e chegue ao mercado ainda neste ano, acompanhando o iPhone 6 e inaugurando mais uma categoria de produtos da companhia.

Para os analistas, uma alta nas ações antes do lançamento de qualquer produto muito esperado sempre existe. Mas neste caso, a Apple está diante de um mercado ainda não explorado – o dos smartwatches – e de um nicho no qual ela ainda não atua, o dos celulares com telas grandes. Isso justifica a empolgação dos investidores e a expectativa é de novas altas para o futuro próximo, principalmente quando o efetivo lançamento dos produtos estiver se aproximando e, principalmente, dependendo da performance deles nas prateleiras mundiais.

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