'A nuvem é o novo normal', afirma VP da Amazon Web Services

Por Igor Lopes | 13 de Novembro de 2014 às 04h51

* De Las Vegas, EUA

A nuvem deixou de ser associada a trabalhos paralelos e aplicações menores para virar a base das missões críticas – ou até mesmo a base de todas as operações da TI nas empresas. É assim que Andy Jassy, VP sênior da Amazon Web Services, conclui que "a nuvem é o novo normal", ou seja, não se trata mais de SE uma empresa deve se mover em direção à nuvem, mas QUANDO isso vai acontecer. Em sua apresentação no AWS re:Invent, principal conferência global da empresa, o executivo exibiu gráficos e estudos que apontam 2020 como o ano em que a diferença entre o privado e o público deixará de ser uma questão nas empresas.

A questão é a maneira como isso está acontecendo. Jassy aponta casos em que organizações começam a testar a nuvem para hospedagem de serviços auxiliares, e depois, ao sentirem mais confiança, utilizam a estrutura para lançar novos serviços – estes já estariam no novo ambiente desde o começo, não havendo, então, a preocupação com o legado ou infraestruturas e investimentos anteriores.

Além disso, a AWS está percebendo organizações que estão mudando toda a estrutura de data centers, assim como toda a operação de TI, para a nuvem. De acordo com Jassy, isso está acontecendo quando as empresas precisam desembolsar grandes cifras para o upgrade das máquinas, e assim, o custo-benefício da cloud computing passa a fazer ainda mais sentido. "Essa é uma tendência que está acontecendo de uma maneira bastante acelerada", disse.

Um negócio que ainda está engatinhando

Durante uma conversa com jornalistas, Andy Jassy disse que tanto ele quanto Jeff Bezos, CEO da Amazon, acreditam que o braço da AWS tem potencial para se tornar o maior negócio da empresa em poucos anos. Mas, por enquanto, os números mostram que essa conquista não será tão fácil assim. O último balanço financeiro da Amazon aponta que apenas 7% do faturamento total da companhia pertence ao grupo "Outros", que é onde a AWS se encontra. Além disso, a Amazon pode se preparar para uma concorrência pesada, incluindo grandes nomes como a Microsoft, que vê no Azure uma peça fundamental em seu futuro, além de Google, IBM, HP, Salesforce e tantas outras.

A favor da AWS está o fato de que ela já é 5 vezes maior que todos os seus 14 maiores concorrentes juntos e, para garantir estar sempre à frente, ela aposta na inovação. Ao longo de 2014, 442 novidades relacionadas ao seu serviço de nuvem foram anunciadas e elas devem ultrapassar 500 até o fim do ano. Só hoje, seis novas features foram reveladas e esse parece ser o caminho que a empresa encontrou para transformar o "commodity" da nuvem em um produto bastante diferenciado dos seus concorrentes.

* O jornalista viajou para a AWS re:Invent a convite da Amazon Web Services.

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