A fonte secou: Foxconn demitirá funcionários devido à queda nos ganhos

Por Redação | 27 de Janeiro de 2015 às 12h01

Após anos de produção absurda e envio de peças para as mais diversas empresas de tecnologia do mundo, a Foxconn começa a enxergar sinais de problemas. Vendo suas margens de lucro e faturamento reduzirem, a empresa chinesa anunciou nesta terça-feira (27) um corte de funcionários em praticamente todas as plantas no continente asiático.

O número de funcionários demitidos não foi revelado, nem a data em que eles começarão a ser dispensados. De acordo com as informações da agência Reuters, os motivos para a reorganização da força de trabalho da empresa seriam os custos trabalhistas, que continuam aumentando na medida em que governos, principalmente o da China, começam a tomar mais cuidado com a proteção dos trabalhadores do país.

A Foxconn é uma das maiores empresas de fabricação do mundo. Em momentos de grande movimento, como na iminência de chegada de um grande smartphone, por exemplo, 1,3 milhão de pessoas chegam a estar empregadas nas mais diversas unidades da companhia para dar conta da demanda. A operação, com este tamanho gigantesco, chegou a um ponto insustentável, afirmam os executivos, tanto do ponto de vista financeiro quanto do bem-estar de seus trabalhadores.

É esse segundo quesito, inclusive, que vem chamando a atenção de forma negativa. A Foxconn frequentemente aparece no centro de polêmicas trabalhistas que envolvem condições ruins de trabalho e, recentemente, até mesmo o suicídio de alguns empregados. Situações como estas normalmente geram manifestações de repúdio por parte de contratantes como Apple e Samsung e podem dificultar a obtenção de novos contratos. Por isso, é hora de mudar as coisas.

De acordo com os números oficiais, a sequência de crescimento que se estendia desde 2003 foi encerrada em 2012, quando a Foxconn estagnou. Em 2013, foi registrada uma queda de 1,3% no faturamento e a tendência é que números um pouco inferiores sejam obtidos ao longo de 2014, apesar do fluxo de fabricação do iPhone 6 ser encarado como um fator que pode trazer de volta os velhos tempos. Ainda assim, febres como estas não acontecem todos os anos e os responsáveis pela empresa sabem muito bem disso.

Para lidar com a situação, a chinesa promete investir em automação e melhores condições de trabalho, além de trabalhar de forma mais próxima com os gerentes de cada uma de suas instalações para evitar infringir leis trabalhistas e garantir um melhor ambiente para todos os envolvidos. Além disso, a empresa deve estabilizar sua força de trabalho para que não seja mais necessário contratar mão-de-obra extra durante os períodos de pico de produção.

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