A contribuição da indústria brasileira de dispositivos móveis para a economia

Por Colaborador externo | 20 de Novembro de 2014 às 15h35

por Ricardo Radomysler*

O comércio de dispositivos móveis não para de crescer. Mesmo em um ano de desconfiança econômica, que contou com a paralisação por conta da Copa do Mundo, e agora com as eleições, as vendas de smartphones e tablets continuam a fluir no país. O Brasil é um grande consumidor desses aparelhos, sendo o 4º maior mercado mobile do mundo. Entre abril e junho deste ano, foram vendidos mais de 100 smartphones por minuto.

Para se ter uma ideia deste cenário, o segundo semestre de 2013 conseguiu um crescimento de 110% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a IDC, foram vendidos 15 milhões de celulares de abril a junho, no Brasil. Deste total, 54% correspondem aos smartphones. No mesmo período de 2014, foram vendidos 17.9 milhões de aparelhos, 22% de aumento em comparação com o ano passado. As vendas de smartphones pularam para 75%. Um novo recorde.

Já mundialmente, o Gartner aponta que as vendas de dispositivos móveis chegarão a 2,4 bilhões de unidades este ano. Isso mostra um crescimento de 4,22% em relação a 2013, segundo a consultoria.

Visando manter elevados os números de vendas pelo comércio varejista de notebooks, tablets, smartphones e roteadores digitais, o governo brasileiro decidiu, em agosto deste ano, prorrogar o incentivo que garante a alíquota zero de PIS/Cofins para esses produtos. O benefício fiscal conhecido como “Lei do Bem” expiraria no dia 31 de dezembro desse ano, mas passa a valer até o fim de 2018.

Não é difícil entender os benefícios que a desoneração gerou. Com a redução dos preços, a medida combateu vendas informais, que chegam a oferecer ao consumidor, por R$ 600,00, “réplicas” de qualidade duvidosa de smartphones que custam nas lojas em torno de R$ 1800,00, como no caso do IPhone e Samsung Galaxy.

Um mês após a lei entrar em vigor, os smartphones, por exemplo, apresentaram redução média de 30% de seu valor. Adicionalmente, a iniciativa gerou empregos e fortaleceu a economia, como um todo. A contribuição do setor de dispositivos móveis para a economia brasileira é de R$ 185 bilhões (cerca de 4,6% do PIB), sendo R$ 52,2 bilhões em impostos. Além disso, gerou mais de 250 mil empregos equivalentes a tempo integral (Fonte: Deloitte).

Fator importante dessa conjuntura são as novidades que as grandes marcas lançam com uma frequência cada vez maior. Isso faz com que a defasagem do aparelho atual seja mais rápida e, por consequência, instiga o usuário a trocar seu dispositivo. Outro ponto que contribui para esse crescimento é a utilização dos dispositivos em segmentos diversificados como o da Saúde, Educação, Turismo etc. além de diversos modelos de negócios que começaram a surgir, como os pagamentos bancários e compras on-line através do smartphone e até mesmo a reserva de passagens aéreas.

Os números citados acima comprovam que o perfil do brasileiro casou muito bem com essa demanda imediatista por novos aparelhos e tecnologia. Bom para o consumidor, melhor ainda para as empresas.

* Ricardo Radomysler é presidente da Allied - principal provedora de equipamentos tecnológicos do Brasil.

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.