A Nokia não morreu: empresa quer licenciar a marca para outras fabricantes

Por Redação | 14 de Novembro de 2014 às 17h04
photo_camera Nokia

Durante um evento dedicado a especialistas, investidores e executivos de empresas parceiras, a Nokia revelou alguns de seus planos para retornar ao mercado consumidor, agora que a incorporação de seu setor de smartphones pela Microsoft foi concluída. E, ao que tudo indica, parece que veremos novos celulares com a marca finlandesa nas lojas no futuro, mas não necessariamente pelas mãos da própria companhia.

De acordo com o CEO da empresa, Rajeev Suri, a ideia é realizar parcerias com fabricantes e distribuidores para licenciar a marca Nokia. Assim, ela poderá permanecer no mercado de smartphones, mas possuir fábricas e unidades de montagem. A ideia seria benéfica para ambas as partes: a companhia finlandesa economiza e mantém seu nome vivo, enquanto as aliadas se aproveitam de uma identidade consagrada para vender mais.

Mas não se trata apenas da Nokia emprestar seu título a outras entidades. Com esse acordo de licenciamento, a empresa quer assumir trabalhos relacionados ao design, desenvolvimento de software e controle de qualidade dos equipamentos. Esse último quesito, inclusive, seria um dos mais importantes, já que a companhia gostaria de manter sua tradição de possuir dispositivos bastante duráveis e confiáveis.

Foram citadas como potenciais parceiras a Compal e a Foxconn, empresas asiáticas que já atuam no setor de fabricação de smartphones para marcas como Samsung e Apple. A ideia é colocar os novos aparelhos da Nokia lado a lado com estes e, efetivamente, terceirizar sua produção, mantendo um fluxo de lançamento de acordo com as necessidades dos usuários e também do movimento tecnológico que acontece no mercado.

No entanto, esse tipo de negociação só poderá acontecer do quarto trimestre de 2016 em diante. Até lá, a marca Nokia no que tocam smartphones ainda é de propriedade da Microsoft, mesmo não sendo mais usada pela empresa de Redmond. Falando nisso, a fabricante do WIndows anunciou na última semana o Lumia 535, primeiro celular a chegar ao mercado sob a própria identidade após a aquisição da corporação finlandesa.

Até lá, a Nokia deve se concentrar na produção de aplicativos e produtos voltados para “qualidade de vida”. Como parte da venda para a Microsoft, ela ficou com seu app de mapas, um dos mais conceituados do mercado, que deve continuar sendo o carro-chefe de seus esforços no campo dos softwares e serviços.

No final das contas, a venda de sua divisão de smartphones para a Microsoft não vai transformar a Nokia em algo diferente. Pelo contrário, ela parece realmente disposta a permanecer no mundo dos celulares, quem sabe, usando o sistema operacional Android? Ainda vai levar um tempo para que a gente saiba a resposta para isso.

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