73% dos trabalhadores brasileiros preferem trabalhar de casa

Por Redação | 05 de Abril de 2016 às 11h00

Sair de casa para ir ao trabalho é sempre uma dor de cabeça. Acordar cedo, encarar o trânsito e, pior, fazer tudo isso duas vezes ao dia ao longo de toda a semana é sempre incômodo. Não por acaso, cada vez mais pessoas estão dispostas a abrir mão dessa rotina para trabalharem em casa. Que escritório vai ser mais aconchegante que o seu lar?

De acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 73% dos brasileiros preferem adotar um sistema de home office em seus empregos, podendo manter sua rotina de trabalho diretamente de casa ou, pelo menos, de um local alternativo que não seja o velho escritório. Grosso modo, é como se 7 a cada 10 trabalhadores preferissem algo nesse sentido. No entanto, a pesquisa apontou que somente 56% dos entrevistados têm a possibilidade de adotar esse regime de trabalho.

As razões para essa preferência não estão apenas na possibilidade de não pegar ônibus ou de trabalhar de pijama, mas dos benefícios que poderia tirar disso. Tanto que a pesquisa mostrou que um dos pontos mais levados em conta pelos trabalhadores é a rigidez dos horários, considerada maior nos empregos formais. Das 2002 pessoas consultadas em 140 cidades do país, apenas 38% disse ter algum tipo de flexibilidade no seu trabalho com carteira assinada. Já naqueles que trabalham na informalidade, essa característica foi identificada em 76% das pessoas.

home office

Além disso, os dados do CNI mostram outros detalhes interessantes referentes ao modo como os profissionais imaginam que seria o melhor modo de trabalhar. E isso inclui até mesmo uma redução no horário de almoço. Cerca de 58% dos entrevistados disseram que gostariam de entrar em um acordo com seus chefes para passar menos tempo almoçando e poder sair alguns minutos mais cedo. Já 63% preferem trabalhar algumas horas a mais por dia se, em troca, pudessem tirar algumas folgas na semana.

Mas o que isso significa de verdade na prática? Em um primeiro momento, pouca coisa, já que o levantamento se refere apenas às preferências dos trabalhadores. No entanto, isso pode revelar uma tendência cada vez mais crescente. Como a própria pesquisa mostra, em meio à crise, 43% das pessoas consultadas aceitariam fazer algum tipo de redução de jornada e de salário para manter o emprego. Ainda é uma minoria, mas mostra como os trabalhadores já pensam mais em se manter, mesmo que de maneira alternativa, do que se manterem dependentes de um modelo de contratação que muitas empresas estão tentando evitar no momento atual.

Via: Confederação Nacional da Indústria

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