37% de toda a energia usada pelo Google vem de fontes renováveis

Por Redação | 03.12.2015 às 16:28

O Google tem um plano ambicioso: ter todos os seus 14 data centers espalhados pelo mundo funcionando com energia renovável até 2025. Nesta quinta-feira (03), a companhia disse estar mais perto desse patamar do que nunca com o anúncio da maior aquisição de eletricidade “verde” já feita em sua história, comprando 842 megawatts e chegando a um total de 37% de toda sua infraestrutura funcionando exclusivamente desta maneira.

O montante seria suficiente para fornecer energia para três milhões de casas, mas, no caso do Google, servirá para alimentar instalações e infraestrutura espalhadas por três continentes. No total, a gigante já conta com dois gigawatts de eletricidade sendo fornecidos a partir de fontes renováveis como painéis solares, turbinas eólicas e outros métodos, em contratos com duração que variam de 10 a 20 anos.

Mais do que apenas transformar suas próprias instalações, o Google acredita que tais acordos dão a estabilidade necessária para que as empresas do setor continuem investindo em soluções e mantenham seu fornecimento de energia sustentável para outras empresas e cidadãos. As maiores contratadas estão localizadas nos Estados Unidos, Suécia e Chile e se comprometeram a continuar fomentando essa tendência em suas localidades.

Outras iniciativas semelhantes têm surgido por meio de grandes nomes da indústria de tecnologia, o que inclui, por sinal, o fundador da Microsoft, Bill Gates, que lançou no último final de semana um projeto para investir em energia sustentável para empresas do setor. O Google, por outro lado, parece disposto a trilhar seu próprio caminho, sozinho, e colocando grandes fundos nesse objetivo.

E em uma anedota interessante, vale citar ainda a transferência de um dos data centers do Google, no estado norte-americano do Alabama, para as instalações de uma usina de energia já desativada. É uma metáfora que tem tudo a ver com a iniciativa do Google, que pretende utilizar a estrutura que antes servia para gerar eletricidade por meio da queima de carvão para criar um centro de dados totalmente sustentável a partir de usinas eólicas e solares da região.

Fontes: Re/Code, Wired