26% das empresas brasileiras incentivam o trabalho remoto

Por Redação | 03.02.2016 às 12:49

As condições de trânsito, custo de transporte e outros fatores que permeiam a vida nas grandes cidades é cada vez mais um fator que incentiva o trabalho remoto e o home office. E apesar de parecer uma tendência distante para o mercado, uma pesquisa da Polycom mostrou que esse movimento, na verdade, é bem real, frequente e apresenta crescimento cada vez maior, inclusive no Brasil.

Essa noção permeia não apenas os níveis gerenciais, mas também os executivos e gerenciais. 59% dos funcionários brasileiros afirmam estar dispostos a receberem salários menores em troca da comodidade de trabalhar de maneira flexível e de onde quiserem. Um dado que coloca o país, por exemplo, à frente de outras nações consideradas vanguardistas no que toca as relações de trabalho, como Estados Unidos (38%), Reino Unido (28%) e até mesmo a Índia (57%).

Na outra ponta desse espectro, 26% das empresas brasileiras já incentivam, ou pelo menos, consideram, permitir que seus funcionários trabalhem remotamente, usando seus próprios equipamentos. O total aqui, entretanto, ficou abaixo da média global, de 29%, e muito inferior aos líderes China e Estados Unidos, com 48%, indicando que ainda é preciso fomentar mais a ideia de que os trabalhadores podem sim serem produtivos, mesmo que não estejam batendo ponto e presentes fisicamente no escritório.

Os Estados Unidos é o país com maior número de funcionários trabalhando remotamente pelo menos uma vez por semana, com 30 milhões de pessoas nesse tipo de regime. O total deve aumentar em mais de 60% até 2020, entretanto, em um movimento que também é sentido na maioria dos países avaliados pelo estudo. Cada vez mais, também, cresce o interesse de candidatos a vagas de emprego por esse tipo de sistema, com 41% deles, hoje, já afirmando que essa é uma característica importante na hora de pleitear uma vaga.

Para que tudo corra bem durante o cotidiano, 27% apontam as conferências virtuais como a grande ferramenta para conectar funcionários a distância. 83% dos usuários utilizam esse tipo de tecnologia em casa, e 56% deles acreditam que ela continuará sendo o grande motor do trabalho remoto em 2016.

Tudo isso, claro, motiva mudança de paradigma. Um em cada três entrevistados diz que a falta de investimento em tecnologias para trabalho remoto, principalmente dispositivos mobile, é o principal empecilho para que isso se torne uma possibilidade, enquanto uma em cada quatro companhias apontaram falta de confiança nesse aspecto e uma preocupação com a segurança de suas informações. É uma amostra de desconhecimento e também de falta de treinamento adequado para executivos e funcionários.

Fonte: Polycom