TI pode ser a chave para atingir as metas de desenvolvimento sustentável da ONU

Por Redação | 16 de Novembro de 2015 às 08h16

Há cerca de dois meses, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu 17 objetivos e 169 metas para o desenvolvimento sustentável. A proposta é refletir todas as grandes problemáticas sociais, e os países-membros da ONU devem cumprir as metas estabelecidas até 2030.

Para Sergio Quiroga, presidente da Ericsson na América Latina e Caribe, as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) – e, em particular, a tecnologia móvel – podem acelerar o alcance das metas de desenvolvimento sustentável. Esta é uma das descobertas de uma pesquisa intitulada “As TICs e as Metas do Desenvolvimento Sustentável”.

As metas exigem vários avanços, incluindo o fim da pobreza extrema e da fome e a melhoria do acesso aos cuidados de saúde e educação, a proteção do meio ambiente e a construção de sociedades pacíficas e inclusivas. De acordo com o relatório, os governos precisam garantir que todo o setor público, incluindo serviços de saúde, educação e infraestrutura, seja totalmente suportado por sistemas de TIC de alta qualidade.

“Vimos que um aumento de 10% na penetração de banda larga resulta no crescimento médio de 1% do PIB sustentável. No entanto, em alguns países, o aumento é ainda maior: até 5% ou 10%. Isso pode fazer uma diferença real na vida das pessoas”, disse Quiroga durante o Internet Governance Forum 2015, que aconteceu em João Pessoa, na Paraíba. Até 2020, 90% da população mundial terá acesso a redes de banda larga móveis, o que traz oportunidades sem precedentes para tratar os desafios globais de desenvolvimento sustentável.

“Acreditamos que as novas metas devam aproveitar tecnologias existentes e amplamente distribuídas, mas também que os futuros desenvolvimentos em TIC – incluindo banda larga móvel de próxima geração, a Internet das Coisas, inteligência artificial, impressão 3D e outras – vão fornecer as ferramentas para avanços sem precedentes nas áreas de saúde, educação, serviços de energia, agricultura e proteção e monitoramento ambiental”, completou.

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