Na China, Apple assume compromisso com o meio-ambiente

Por Redação | 11 de Maio de 2015 às 08h59

A China atualmente é um dos países mais poluidores do mundo, sendo responsável por 25% de toda a emissão de carbono do planeta. E isso, em grande parte, se deve ao surto de produção do país, que se tornou destino certo de grandes empresas para fabricação de artigos dos mais diversos tipos. No mundo dos eletrônicos, claro, não poderia ser diferente. E, agora, a Apple parece estar disposta a mudar esse cenário pelo menos um pouco.

A empresa anunciou nesta segunda-feira (11) o lançamento de uma iniciativa para proteger o meio-ambiente no país. A ideia, criada em parceria com o World Wildlife Fund, é reduzir as remessas de carbono e proteger mais de um milhão de acres de florestas chinesas. Além disso, claro, está nos planos a implementação de energia sustentável nas fábricas de parceiros, fazendo com que elas operem de forma sustentável.

O projeto representa uma das etapas mais complicadas dos planos da Apple, que pretende ter uma operação 100% baseada em meios renováveis. Isso envolve não apenas seus próprios trabalhos, mas também a atuação de fornecedores e parceiros, justamente onde a coisa fica difícil. Esse setor levou muita gente a criticar a empresa por alardear seus esforços nesse sentido, na mesma medida em que não fazia nada para mudar a situação em seus setores mais poluidores.

A mudança de atitude começou neste ano. Em abril, por exemplo, a empresa anunciou uma parceria para construção de duas usinas de energia solar na província chinesa de Suchuan. Depois de prontas e em operação, as unidades serão capazes de, sozinhas, fornecer toda a eletricidade necessária para os escritórios e lojas da Apple no território, deixando apenas os parceiros de fabricação como foco.

Além disso, a proteção das florestas tem a ver com um plano de tornar as embalagens que têm a Maçã totalmente sustentáveis. Os locais são utilizados para produção de celulose, papel e produtos em madeira e, assim como aconteceu nos Estados Unidos, devem ser alteradas para que “trabalhem” sem prejudicar o meio-ambiente.

Em comunicado oficial, o CEO da Apple, Tim Cook, elogiou o trabalho e disse estar empolgado com o suporte que tem recebido dos diretores das empresas que atuam como fornecedoras da Maçã. Para ele, este é o momento de aplicar uma “transformação verde” na China, de forma que o título citado no início desta notícia não mais pertença ao país.

Fontes: Apple, Business Insider

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