Dispositivo gera energia elétrica a partir de movimentos corporais

Por Redação | 19 de Junho de 2016 às 20h59
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Todo mundo já ficou sem bateria no smartphone em algum momento importante. Antes das power banks, o sufoco era grande e alguns tinham de ter uma bateria reserva para substituir - isso quando o aparelho permitia. Pesquisadores chineses anunciaram a criação de um aparelho capaz de mudar isso para sempre: o TENG, que utiliza o atrito causado por movimentos corporais para gerar energia elétrica, em uma versão flexível e adaptável ao corpo humano.

Desenvolvido há alguns anos, o TENG (triboelectric nanogenerator) tinha o empecilho de ser rígido, o que dificultava sua utilização como dispositivo vestível. A nova versão dos pesquisadores chineses, publicada na Science Advanced, abre novos caminhos no campo de geração de energia ao permitir que o dispositivo seja adaptado às curvas de uma pessoa em movimento. Sua flexibilidade é devida a um eletrodo condutor líquido protegido por uma camada de borracha.

Exoesqueleto Indego

Ainda que seja apenas um protótipo, os resultados do novo TENG impressionam. O uso de um deles preso a um pé foi capaz de acender um painel de LED com movimentos ritmados. No pulso, um movimento mais forte acendeu 80 lâmpadas do painel.

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"Podemos não ser capazes de abastecer o mundo, mas podemos alimentar coisas menores", afirma ZL Wang, professor da Georgia Institute of Technology, que liderou a pesquisa.

Dentre os aparelhos que poderiam ser beneficiados, estão as próteses corporais, que cada vez mais se ligam a partes eletrônicas como sensores. "A ideia é que, durante a caminhada, gastamos energia mecânica que pode ser capturada. Nós focamos em capturá-la pelo movimento dos joelhos, mas o TENG pode ser ainda mais flexível e capturar energia dos pés", explica Jan Andrysek, professor do Institute of Biomaterials and Biomedical Engineering da Universidade de Toronto. "O benefício disso é que as próteses não precisarão ser recarregadas", complementa.

Exoesqueleto Indego

Mais além, a equipe projeta um futuro ainda mais promissor para o TENG com exoesqueletos, que, no entanto, demandam muito mais energia do que movimentos corporais poderiam gerar. A nova fase de testes envolverá aumentar a saída de energia do TENG acoplando vários dispositivos simultaneamente, forçando a saída de energia.

Além da flexibilidade, o TENG é superbarato para ser fabricado, custando apenas US$ 0,50. Com um custo tão baixo, as pesquisas acontecem em ritmo acelerado e, em breve, quem sabe, poderemos ver o aparelho sendo disponibilizado aos consumidores.

Fonte: Motherboard

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