Cofundador da Microsoft descobre porta-aviões afundado na 2ª Guerra Mundial

Por Jessica Pinheiro | 06 de Março de 2018 às 18h45

Conhecido por ser o cofundador da Microsoft, Paul Allen liderou uma equipe de exploradores marinhos para mergulharem em águas profundas e descobrirem algo curioso no largo da costa da Austrália. Os resultados desta investigação foram anunciados somente nesta segunda-feira (5) pelo time do bilionário de Seattle.

De acordo com os exploradores, foram encontrados destroços do USS Lexington, um porta-aviões americano usado durante a Segunda Guerra Mundial, e que foi abatido pelas forças armadas japonesas. A descoberta foi feita no pacífico Mar do Coral, a mais de 500 milhas (equivalente a cerca de 800 quilômetros) da costa ao leste da Austrália. O Lexington foi, inclusive, encontrado pelo petroleiro de pesquisas (R/V) Petrel em 4 de março.

Uma publicação feita no site de Allen sobre o assunto comenta que o Lexington foi lançado em 1925, tendo sido um dos primeiros porta-aviões construídos nos Estados unidos – muito embora fosse voltado a ser utilizado como um navio de guerra, segundo a sua concepção original. “Lady Lex”, como o navio ficou conhecido, foi afundado carregando 35 aeronaves.

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“O Lexington estava em nossa lista de prioridades porque era uma das principais embarcações que se perderam durante a Segunda Guerra Mundial”, disse Robert Kraft, diretor de operações submarinas no artigo. “Nos planejamos para localizar o Lexington por cerca de seis meses, e tudo deu muito certo”.

A Lady Lex teria sido parte da primeira batalha entre porta-aviões da história, conhecida como a Batalha do Mar de Coral em maio de 1942. Na ocasião, o navio americano foi recrutado para conter os avanços dos japoneses na Austrália e na Papua Nova Guiné. Após sobreviver a múltiplos tiros de torpedo, uma segunda explosão ocorreu no Lexington, exigindo que a tripulação e os oficiais abandonassem o porta-aviões. 2.770 pessoas foram resgatadas, incluindo o cachorro do capitão, Wags.

Pesquisas marítimas centradas

Allen tem focado suas prioridades filantrópicas em exploração marítima, conversação e pesquisa do oceano por muitos anos, financiando inquéritos de pesquisas com tubarões e se juntando ao Laboratório Ambiental Marinho do Pacífico da agência governamental National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). A parceria visa implantar flutuadores oceânicos profundos em pontos-chave de observação.

Esta não é a primeira vez que o cofundador da Microsoft faz uma descoberta do gênero. Em 2015, Allen e sua equipe ainda descobriram os restos do Musashi perto das Filipinas, que já foi um dos maiores navios de guerra do mundo.

Fonte: Mashable

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