Montadoras querem incentivos para a produção de carros elétricos no Brasil

Por Redação | 05.07.2013 às 11:45 - atualizado em 05.07.2013 às 12:04

Com a forte demanda por tecnologias mais sustentáveis, as montadoras de veículos já há anos trabalham no desenvolvimento de carros movidos a energia elétrica – e agora querem chegar com tudo no mercado brasileiro. Nesta sexta-feira, 05, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, a Anfavea, irá entregar uma proposta ao ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, para estimular a venda e fabricação de carros elétricos em solo nacional.

O planejamento busca estabelecer uma cota de 500 veículos elétricos que seriam importados com IPI zero, chegando à quantidade de 2,4 mil unidades vendidas até 2017. A intenção é somar ao programa Inovar-Auto, que desonera essas importações da alta de 30% que o IPI sofreu no fim de 2011. Em relação à produção, a Anfavea ainda não finalizou a proposta, mas as montadoras já buscam seu espaço.

Elétricos produzidos no Brasil estão a caminho

A Toyota se propôs a iniciar a produção de um modelo elétrico no Brasil em um prazo de até cinco anos. Para isso, no entanto, solicitou ao governo a desoneração do IPI e do II. A montadora japonesa é responsável pelo híbrido (motor elétrico e etanol) Prius, que está à venda no país desde janeiro a um preço de R$ 120 mil. O carro hoje é importado do Japão e já vendeu 170 unidades por aqui.

A árabe Amsia Motors tem a intenção de se instalar no Sergipe, onde investiria cerca de R$ 450 milhões para produzir um modelo elétrico. Já a Nissan conversou com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e estuda a possibilidade de inaugurar uma fábrica de veículos híbridos já no ano que vem. Segundo Carlos Ghosn, presidente mundial da aliança Renault/Nissan, os incentivos governamentais são essenciais para que os veículos elétricos se tornem viáveis no país.