A empresa e a sustentabilidade

Por Eduardo Benson | 07 de Fevereiro de 2014 às 18h45

Retomando a discussão sobre Sustentabilidade, neste pequeno artigo buscamos ampliar ou melhorar o entendimento dessa matéria que, a cada dia, envolve os profissionais e empresários no desafio em responder às novas demandas da sociedade.

Os gurus e precursores do assunto, como John Elkington em seus alertas desde os anos 1980, defendem que as organizações necessitam ampliar sua visão empresarial e buscar atender aos principais desafios e premissas presentes: atuação social, justiça ambiental e ética empresarial – o que deu origem ao conhecido triple bottom line, ou três pilares.

Para que as corporações, qualquer que seja o tamanho delas, possam atuar com o foco na sustentabilidade, elas devem procurar agir de forma integrada com cada um dos três pilares.

No pilar econômico, a preocupação maior diz respeito às externalidades (efeitos) decorrentes do seu processo de produção, como: atuação ética comercial; respeito às leis de comercialização em cada região; eliminação de dumping, ou seja, vender produtos abaixo do custo de produção e comercialização; redução da pobreza no entorno da organização, através de mecanismos éticos de financiamento; cooperação com as demais empresas para a geração de empregos e incentivo ao comércio local; apoio a políticas de subsídios para fornecedores regionais, etc.

No pilar ambiental, a produção não deve agredir o ambiente ecológico, através de ações, como: desenvolvimento de mecanismos de utilização inteligente e sustentável dos recursos naturais, ou seja, que respeite o tempo de reposição que a natureza necessita para se renovar; implantação de processos em que resíduos do consumo sejam devidamente retornados para possíveis processos de reciclagem; investimento em fontes de energia alternativas e não agressivas, como energia limpa, etc.

No pilar social, exige-se que se atenda às demandas da população do seu entorno, como oferta de educação profissionalizante para comunidades carentes, afetadas direta ou indiretamente pelas operações da empresa; busca pela erradicação de doenças pontuais ou locais; contenção da pobreza inerente por meio de subsídios de alimentação; apoio na construção voluntária de moradia comunitária, etc.

Parece muito difícil tomar ações corporativas integradas sob esta perspectiva. Porém, caso algum desavisado queira implementar uma outra ação, de forma isolada, atentamos que, por mais transformadoras e bem intencionadas que elas sejam, não quer dizer que se esteja agindo pela sustentabilidade do planeta, pois não estão integradas nos três pilares.

No próximo artigo falaremos de um tema intrigante: “Empresa Sustentável, é possível?”.

Abraço a todos e até lá!

Eduardo Benson é Doutor e Mestre em Comunicação pela Universidade de São Paulo; Mestre em Administração, MBA em Gestão Estratégica de Marketing, Economista pela Universidade Federal de Uberlândia; Professor de Marketing e Responsabilidade Social Corporativa na ESAMC; Auditor Interno da norma NBR ISO 14.001 – Gestão Ambiental; e Diretor Presidente da SUSTENTARES - empresa que tem como princípio básico disseminar as melhores práticas de Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa (www.sustentares.com).

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