Onde fica o YouTube na guerra por usuários em serviços de streaming de música?

Por Raphael Andrade RSS | em 01.06.2016 às 08h18

YouTube

Conteúdos exclusivos, parcerias com artistas e planos diferenciados são apenas algumas das armas utilizadas à exaustão pelos serviços de streaming de música na batalha pelo domínio do mercado. Em menos de dez anos, a quantidade de serviços desse tipo na internet teve um crescimento impressionante. Do finado Grooveshark ao popular Spotify, nunca houve tantas opções disponíveis.

Porém, antes de todos eles entrarem nessa briga, já havia uma plataforma que oferecia conteúdo de entretenimento à vontade na internet. O YouTube era, e de certa forma ainda é, um dos sites mais populares e um dos destinos favoritos das pessoas quando querem encontrar música. 

Alguns artistas, de vez em quando, tentam boicotar a plataforma de vídeos e até mesmo o chefe da RIIA (organização que representa as gravadoras dos Estados Unidos), Cary Sherman, já reclamou sobre o baixo pagamento que os artistas recebem pelas visualizações dos vídeos no site. Porém, no fim das contas, a indústria da música sabe que tirar canções e vídeos do YouTube é um movimento que só trará resultados negativos.

A grande pergunta que fica é: onde o YouTube se encaixa no meio dessa guerra por usuários? 

Embora o site de vídeos não seja uma plataforma criada especificamente para música, ela possui algumas vantagens sobre seus concorrentes. Nenhum outro site ou serviço oferece tanto conteúdo de áudio ou material ao vivo e feito por fãs como o YouTube. Sintonize o Apple Music e você poderá ouvir em alta qualidade o álbum mais recente do Coldplay, porém, abra o YouTube e você poderá encontrar apresentações ao vivo, remixes e também o novo disco da banda.

Além de tudo isso, o YouTube conta com o recurso visual, elemento que nenhum outro serviço de streaming possui (por enquanto). E mesmo assim, se os usuários não quiserem (ou puderem) assistir ao vídeo, é sempre possível deixar a aba minimizada com a música rolando em segundo plano.

Essas características permitiram que o YouTube fosse, até meados de 2014, um líder no mercado fonográfico. Contudo, agora essa dominação pode estar perto do fim.

Rivais cada vez mais afiados

Apple Music, Spotify, Tidal, Soundcloud, Google Music, entre outros, ganham força todos os dias com uma infinidade de recursos que buscam atrair mais usuários. O Apple Music tem contrato exclusivo com alguns artistas (a cantora Taylor Swift, por exemplo, lançou o registro da The 1989 Tour exclusivamente na plataforma) e, até o momento, alguns diferenciais destacam a plataforma.

A Beats 1 é uma rádio online exclusiva da plataforma que prima pela novidade. Lá, os fãs de música podem conferir novos materiais todos os dias, com especialistas constantemente garimpando novos sons para as playlists da rádio direto de três estúdios localizados em Nova Iorque, Londres e Los Angeles. Além disso, o Connect é um recurso que permite que fãs entrem em contato com o seu artista preferido e conferir conteúdos exclusivos postados por eles. 

O Spotify, plataforma mais famosa da atualidade, possui um grande acervo com canções do mundo todo, e é a resposta para streaming musical que geralmente está na ponta da língua dos internautas. Por outro lado, o Google Music é o serviço de streaming com a melhor integração ao sistema Android. Ou seja, todas as plataformas estão jogando suas cartas com cada vez mais garra para reunir ouvintes. Porém, o YouTube ainda guarda algumas cartas na mão.

YouTube e suas cartas na manga

Mesmo com os serviços de streaming flertando com o vídeo, a expertise do YouTube na área é grande. A plataforma está dando muita ênfase em suas estrelas no mundo todo, os famosos youtubers, com campanhas e outdoors espalhados em diversos locais, e agora é chegada a hora de dar essa mesma atenção para cantores e bandas caso o site de vídeos queira retê-los e atrair mais ouvintes.

Para tentar resolver o problema de monetização, um problema recorrente em diversos serviços de streaming, o YouTube inclui novas opções de e-commerce para os usuários e empresas. Além disso, mesmo vídeos em disputa de direitos autorais continuam sendo monetizados até que os problemas sejam resolvidos. 

Em questão de conteúdos autorais feitos por fãs, sejam remixes ou covers, o YouTube ainda toma a frente. O Apple Music fechou uma parceria com a empresa Dubset para licenciar remixes na plataforma, mas, mesmo assim, isso ainda não é suficiente. O suporte que o YouTube oferece para fanmixes e a facilidade de encontrá-los também é grande, sem contar com o fato de que ripar áudios da plataforma de vídeos não é tarefa difícil.

Em resumo, os esforços de serviços como Spotify e Apple Music para garantir a liderança são cada vez maiores, porém o YouTube ainda tem grandes vantagens. Caso o serviço do Google comece a dar mais atenção para seu lado música, vai ser uma tarefa difícil desbancar a plataforma de vídeos como a principal opção de entretenimento musical.

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