Toyota Etios XLS 1.5 [CT Auto]

Por Igor Lopes RSS | em 22.12.2016 às 14h16

Olhando assim, ele é um carro comum. Não é um veículo que preza pela beleza ou pelo design, e tavez por isso, ele não seja um top de vendas no país. As pessoas aqui costumam olhar muito o design ao escolher um veículo. Mas por dentro, o Toyota Etios tem até umas coisas interessantes para um carro dessa categoria. Vamos lá para a análise do Etios XLS 1.5: o básico da Toyota.

Ficha técnica


O motor 1.5 do modelo 2017, antes importado, agora é fabricado nacionalmente, e vem acompanhado do sistema de partida a frio sem tanquinho de gasolina. O câmbio também mudou: nessa versão que testamos, ele agora é automático, de quatro marchas. Mas paga-se um extra por isso: 3.500 reais caso opte pela transmissão automática. Esse conjunto mostrou-se bastante acertado. Apesar das poucas marchas, o carro responde bem em acelerações e terrenos mais íngremes. É também relativamente econômico: em nossos testes, fizemos 8 km/l na cidade e 11 na estrada com etanol. É um carro com boa fama entre aqueles que gostam das questões técnicas, e isso continua valendo no modelo desse ano.

Outra questão que chama atenção nesse carro é o tratamento acústico. É um carro realmente silencioso pelo menos em condições de aceleração baixa ou média, graças a materiais fonoabsorventes colocados sob o piso. Os vidros também estão mais grossos, com 3,5 mm contra os 3,1 mm do modelo anterior. Tudo isso, junto, resulta em uma cabine bem silenciosa. Na parte de segurança, são dois airbags frontais e uma carroceria que, segundo a Toyota, tem deformação progressiva. Segundo a montadora, isso diminui o impacto em caso de colisão.

Design


Uma coisa que chama atenção aqui no Etios é o painel. Ao contrário de quase todos os outros carros do mercado, ele fica todo aqui na parte central, não há nada na frente do motorista. Isso acaba tirando a atenção ao volante, vc precisa desviar o ohar para ver até mesmo em que velocidade está. Aliás, isso é algo curioso... tudo aqui parece estar em outro lugar!


Ok, é uma boa evolução se comparado ao painel analógico que tínhamos até então, mas não chega perto de outros painéis mais interessantes que já vimos aqui no CT Auto. São duas telas, uma delas para a central multimídia que falaremos a seguir, e a outra multiconfigurável, de 4,2 polegadas TFT. Aqui você tem as informações padrão como média de kilometragem por litro, velocidade média e tudo aquilo que já sabemos. Mas tem umas funções interessantes. Por exemplo, essa tela em que você pode cadastrar o preço do litro do combustível, a sua média ou meta de kilometragem por litro e ele vai calculando quanto você gastou nos trechos determinados. Ao lado esquerdo temos o velocímetro digital. Um detalhe pouco inteligente são esses três botões físicos aqui, escondidos debaixo do velocímetro digital. Custamos a encontrá-los, e mais ainda a descobrir as funcionalidades de cada um. Enfim, não é perfeito, mas já é um grande salto em comparação às versões anteriores do Etios. Era só colocar esses botões no volante e pronto, estava resolvido o problema!

O pacote de equipamentos também é interessante para um carro básico: ar condicionado manual, direção, travas e vidros elétricos são de série em todas as versões, inclusive a mais barata. No banco traseiro, temos encosto de cabeça e cinto de três pontos para todos os três ocupantes e sistema Isofix para fixação de cadeirinhas infantis. O acabamento das portas não prima pela qualidade: ele é feito de plástico em texturas diferentes. Já o volante e os bancos trazem um bom acabamento em couro. Iluminação é uma questão problemática dentro da cabine também. A luzinha aqui na frente é fraca e não há outras nos espelhos. Mas a posição de dirigir agrada. Tem até um encosto de braço do lado.

Do lado de fora, temos uma carroceria caretona, que, de novo, não chama atenção por sua beleza. É só um carro normal, sem muito charme, com rodas de liga leve de 15 polegadas e uma anteninha curta no teto. Tem ainda aerofólio traseiro, espelhos retrovisores externos elétricos, grade dianteira, maçanetas externas, para choques dianteiro e traseiro, tudo na cor do carro. E é curioso a Toyota não ter repaginado esse carro ainda, ele continua sendo o patinho feio da categoria. Os rivais lançados na mesma época, como o Hyundai HB20 e o Chevrolet Onix já mudaram, e o carro da Toyota continua na mesma, levando crítica atrás de crítica nesse aspecto.

E fazer manobras com esse pequeno é muito bom. As rodas dianteiras esterçam bem e a direção elétrica dá leveza ao volante. Nas estradas, a função de controle de velocidade de cruzeiro garante uma viagem tranquila. É setar a velocidade e curtir a paisagem.

Central multimídia


Olha... você já sabe, o que a gente mais gosta de testar nos carros é a central multimídia. E a do Etios não é lá o brinquedo mais legal que já vimos na vida. A tela tá bem posicionada, ok, mas a interface é antigona, difícil de operar. Os botões são meio escondidos também, o que não deixa nada intuitivo por aqui.


O Etios traz entradas auxiliar, USB e permite conexão Bluetooth. A central multimídia tem poucas funções. São basicamente três ítens no menu — não tem navegador GPS e nem espelhamento para smartphones. O sistema de áudio é composto por dois alto-falantes e dois twitters, que não trabalham mal, mas também não são uma coisa de outro mundo se você curte música de qualidade enquanto dirige. São apenas na média.

Conclusão


Entre pontos altos e baixos, um que sempre pesa na escolha do consumidor é o custo de manutenção. No caso do Etios, esse valor é relativamente baixo, o que faz ele se transformar em uma opção interessante para o usuário se a escolha for feita somente usando argumentos racionais. É um carro de contrastes: antigo no estilo, moderno nos motores, simples no acabamento, confortável no espaço. Enfim, questões que pesam tanto para o lado positivo quanto para o negativo.


No final das contas, vale a compra? Olha... esse carro custa 60.370 nessa configuração que pegamos. Nessa configuração, ele tem até um bom pacote de itens de série, e nem todos eles estão presentes na concorrência direta. A mecânica também agrada, mas o design não é o ponto forte dele, né? Vamos combinar... Então, se você optar por um desses, a escolha vai ser pela máquina, e não pelo design, e até que faz sentido pensar assim. E você, o que acha? Conta pra nós nos comentários!

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