Ford Fiesta Ecoboost Titanium Plus 2017 [CT Auto]

Por Igor Lopes RSS | em 08.09.2016 às 14h59 - atualizado em 08.09.2016 às 23h11

Se pra você carro 1.0 é sinônimo de carro popular, sem potência e que não consegue subir uma ladeira direito sem desligar o ar condicionado, é bom começar a mudar seus conceitos. No CT Auto de hoje, você vai conhecer o Ford Fiesta Ecoboost: econômico sim, mas turbinado também.

FICHA TÉCNICA

Em tempos de carro flex, o novo Fiesta Ecoboost Titanium Plus modelo 2017 só bebe gasolina. Isso pode ser um problema para alguns, mas calma lá: fazendo quase 13,6 km/l na cidade e 16,5 na estrada, até que dá pra convencer de que esse motor é econômico sim. Aliás, nos testes do Inmetro, ele ganhou nota A no programa de etiquetagem modular. Taí a primeira vantagem desse motor super esperto. De acordo com a Ford, o Ecoboost pode ser até 20% mais econômico e reduz em até 15% as emissões de gás carbônico. Sendo 1.0, é de impressionar a aceleração desse garoto: até parece 1.6. São três cilindros e turbocompressor, que desenvolvem 125 cavalos de potência. Esse é o 1.0 turbo mais potente à venda no país. Por falar em turbo, vamos explicar para os leigos como isso funciona. O motor tem uma capacidade X de gerar energia por causa da quantidade de ar e combustível que ele pode receber na câmara de combustão. Não adianta colocar muito combustível lá dentro se não há oxigênio para realizar a queima. Com o turbo compressor, gases do escapamento são empurrados para a câmara de combustão. Com mais oxigênio é possível ter mais potência. Taí o segredo.

O problema do turbo é que, normalmente, esse processo demora alguns segundos para a resposta - por exemplo, se você pisar de uma vez até o fundo do acelerador, ele vai responder dali um ou dois segundos. Em um carro com câmbio automático, essa resposta já costuma ser um pouco demorada porque o motor precisa também fazer a redução da marcha. Mas aqui, o turbo lag não chega a incomodar. Existe uma espera sim, mas muito curta, bem próxima da resposta de câmbios automáticos normais. Caso você prefira o modo esportivo, tem esses dois botões aqui ao lado para subir ou descer a marcha.

Já falamos que esse motor, fabricado na Romênia, tem três cilindros, né? Um cilindro a menos que o normal representa uma redução no tamanho e no peso do componente. Isso traz alguns outros benefícios como, por exemplo, facilitar o trabalho do motor de partida e aumentar a eficiência da queima de combustível. Com um cilindro a menos, tem-se uma menor geração de calor, e isso implica menos energia dissipada.

Um outro ponto positivo desse carro é a suspensão. Macia, você pode esticar na estrada ou até mesmo encarar ruas esburacadas que o conforto interno é muito bom. A carroceria parece bem presa ao chão, totalmente estável, e a direção elétrica, bem leve, ajuda a conduzir o veículo. É realmente prazeroso guiar esse carro por aí.

Com esse lançamento, a Ford aposta no segmento dos chamados compactos Premium, onde estão os veículos mais sofisticados e com maior número de equipamentos de segurança: são 7 airbags, controles de estabilidade e tração, partida por botão - a chave funciona por sensor de presença - além de sensor de chuva, acendimento automático de faróis e controlador de velocidade. Já o câmbio Powershift, automático de dupla embreagem e seis marchas, tem apresentado problemas em outros modelos da marca, mas é bem suave e linear nas passagens.

ACABAMENTO

Com bancos e volante revestidos de couro, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis cromados, retrovisor fotocromático e com controles eletrônicos, o carro convence no acabamento. Todos os cinco ocupantes da cabine têm cinto de três pontos, além de encosto de cabeça e banco traseiro bipartido - mas o espaço, principalmente no banco traseiro, é reduzido. Para caber 3 pessoas, tem que ser 3 pessoas pequenas. O ar condicionado é 100% digital e os vidros elétricos, tanto dianteiros quanto traseiros, têm sistema de um toque. No volante estão controles de volume, ativação do controle de voz, além dos controles de velocidade. São detalhes que, até pouco tempo, eram impensáveis para um "carro mil".

CENTRAL MULTIMÍDIA

O SYNC versão 2.0 desaponta um pouco. Ele promove a conectividade Bluetooth com o seu smartphone. Isso significa que você fará tudo aquilo que quase todos os outros veículos também já oferecem, como fazer ligações por viva voz, streaming de músicas do seu smartphone... e... que mais? Bom... tem algumas outras frescuras, mas vamos combinar que você não faz muito mais do que isso por comandos de voz. 

Por outro lado, o sistema de som que vem de fábrica convence. São quatro caixas de boa qualidade, com regulagem total e setups pré-definidos. É possível ouvir músicas a partir do pen drive ou mesmo por sistemas auxiliares conectados pelo cabo P2.

Em tempos de tela touch, aqui temos uma que parece aqueles computadores antigos, com o finado sistema DOS, lembra? Olha como fica, por exemplo, a visualização dos sensores de estacionamento na traseira. Estamos ansiosos para testar o SYNC versão 3, recém-lançado e que traz um belo de um upgrade nesse sentido. Mas a versão 2.0, sinto muito... não é páreo para outras centrais multimídia do mercado.

A Ford, no entanto, tem um sistema chamado Assistência de Emergência. Caso você sofra algum acidente, o airbag for ativado ou o combustível for cortado, o carro liga automaticamente para o SAMU através do smartphone pareado e informa a localização e a ocorrência do acidente. Após a mensagem automática, o viva voz é ativado para que você possa falar diretamente com o atendente do outro lado da linha. Todos nós torcemos para não precisar de algo assim na vida, mas é bom saber que ele existe.

Tem ainda um outro sistema de segurança, chamado MyKey. IMagine que você tem um filho que vai dividir o carro com você, mas você quer ter certeza de que ele não vai ultrapassar limites de velocidade, ou não usar o som no volume máximo incomodando a vizinhança. Com esse sistema aqui, você pode definir limites e condições para o motorista que usar determinada chave. Basta deixá-la aqui nessa região de contato próxima do volante para que o sistema se encarregue de fazer a programação. Depois, com a chave administradora, é possível alterar essas configurações, definindo novos limites, ligando ou desligando controles de estabilidade e tração, entre outros.

CONCLUSÃO

Estável, econômico, eficiente e com um bom pacote de equipamentos. A Ford até cogita um modelo flex para o mercado brasileiro caso esse nervosinho de três cilindros venda bem. Mas... Assim como costumamos dizer nas análises de smartphones, o problema aqui tem um nome: PREÇO. Será que o Fiesta Ecoboost vale os 71.990 cobrados pela Ford? É muito dinheiro para um hatch 1.0. A justificativa da Ford para esse preço alto é que o motor é importado, que traz várias tecnologias de ponta embarcadas e vários prêmios no exterior. Mas você pagaria isso? Acha válido? Conte pra nós nos comentários.

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