Quantum Fly vs Moto G4 Plus [Comparativo]

Por Redação | em 13.09.2016 às 18h48

Se a ideia é bater intermediários, precisamos separar o recém chegado e o conhecido para brigarem juntos. Com vocês, nosso mais novo comparativo: Quantum FLY encara o Moto G4 Plus!

CONSTRUÇÃO

Do lado FLY, temos a construção do aparelho em metal por completo, deixando para a parte da frente o vidro com acabamento arredondado. Já do lado Moto G4 Plus, temos o padrão clássico dos aparelhos Android intermediários, (ou seja, plástico trabalhado em textura e silicone). 

Metal tem preferência no Canaltech. Sempre colocamos isso claro aqui, pois ajuda na durabilidade do produto. Porém, nosso fator de mais peso ainda é a resistência à água. E quem tem isso, no caso, é o Moto G4 Plus. Ele conta com resistência a respingos d'água. Ou seja, é alguma coisa, mas não é proteção plena. Dessa forma, colocamos o peso do G4 Plus equiparado com o Quantum FLY.

Ponto para ambos os aparelhos. FLY por ser de metal, e G4 Plus por "quase" ser a prova d'água, mesmo feito apenas de de plástico.

USABILIDADE + DESEMPENHO

Ambos aparelhos contam leitura de impressão digital para desbloqueio e ativação do sistema, sendo o sensor do G4 Plus frontal, e o do FLY traseiro. E é justamente por isso que esse comparativo foi feito, se era essa a pergunta que não tinha ficado clara até agora.

Movendo o Quantum FLY, temos um Chipset Mediatek Helio X20, com 10 núcleos (sendo  4x Cortex A53 de 1.4 GHz, 4x Cortex A53 de 1.9 GHz, 2x Cortex A72 de 2.1 GHz), 3GB de RAM e GPU Mali-T880MP4 e 32 GB de armazenamento interno.

Dentro do G4 Plus, temos o chipset Qualcomm Snapdragon 617, de CPU Quad-core 1.5 GHz Cortex-A53 & quad-core 1.2 GHz Cortex-A53, com GPU Adreno 405 de 550 MHz, 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno.

Intermediários, com chips multi-núcleo que pode (ou não) ser bem aproveitado por cada APP ou Game. Dessa forma, escolhemos evitar brigas com empates técnicos, afinal o rendimento bruto de cada um se mostra melhor em tarefas diferentes. 

Optamos pelo ponto para o aparelho que trouxesse o o Android puro, fator que preza pela estabilidade e que tem muito peso para usuários mais hardcore. Essa fator aqui no  Canaltech é coisa séria, e desempata aparelhos de performance similar.

Ponto para o Moto G4 Plus, que além do Android puro não apresentou aquecimentos frequentes como o FLY em nossos testes.

DISPLAY e MULTIMÍDIA

Outra vez temos dois aparelhos que contam com a proteção Gorilla Glass em seus displays, sendo...

a) ...que no Quantum FLY temos uma tela IPS LCD de 5.2", rodando na resolução Full HD (1080p), fechando em 423ppi de densidade.

b) ...e no Moto G4 Plus, temos 5.5" de display, rodando na resolução 1080p Full HD, fechando em 401 ppi de densidade.

Pensamos em empatar ambos, afinal, o pouco de tela a mais do G4 Plus dilui um pouco sua densidade de pixels, ao passo que o FLY espreme isso em um pouco menos de espaço. A questão é que as duas telas tem a mesma resolução, e isso não faz diferença real a olho nu. A menos que você tenha olhos biônicos.

Nota para o fato de ambas as telas se basearem em LCD, afastando assim os dois modelos da competição pelo preto perfeito ou o contraste infinito, sofrendo ambos da limitação tecnológica do painel. Sendo assim, chamamos o desempate para a parte multimídia deste segmento do comparativo, e esbarramos na péssima, ridícula saída de som do Quantum FLY.

Não se engane, o Moto G4 Plus não tem a melhor saída de som do mundo, afinal, seu alto falante poderia ser bem mais poderoso. A questão é que nem de longe ele faz o zumbido de abelhas africanas que o FLY causa no seu alto-falante, e mais: sua saída de som é FRONTAL. Isso faz um diferença enorme, além de anular o problema de abafamento de som ao segurar o aparelho no modo paisagem.

Ponto para o Moto G4 Plus.

CÂMERAS

Quantum FLY. Praticamente o sucessor do GO, porém com o mesmo problema do passado. O vazamento de luz que o GO tinha ainda existe no FLY, mesmo em menor quantidade. É possível obter fotos de boa qualidade do aparelho, mas acontece uma certa luta com o software do aparelho para funcionar bem em conjunto com as câmeras, principalmente no reconhecimento automático de cenas e condições de luz, além do autofoco. Nada disso acontece no Moto G4 Plus.

Pode parecer maldade nossa, mas não é bem assim. As câmeras da Motorola já foram um dos piores lixos da Terra. A questão é que aparelho-por-aparelho as coisas mudaram, e a Motorola/Lenovo aprendeu com seus erros, e na QUARTA geração do Moto G, temos um resultado excelente, produzindo fotos equilibradas e com boas cores.

Ponto para o Moto G4 Plus, que conta com 16mp no sensor principal (assim como o Quantum FLY).

BATERIA e ACESSÓRIOS

Vamos aos números:

  • no Quantum FLY, temos uma bateria de 3000 mAh de capacidade;
  • no Moto G4 Plus, temos também uma bateria de 3000 mAh de capacidade.

Quem ganha então? Temos um empate? Ora, assim é fácil. Basta comparar pelos carregadores de ambos, então. Com o Quantum FLY temos um carregador de 2000 mAh na caixa, o que garante uma carga completa em 1h 30m. Com o G4 Plus, temos um carregador TurboPower, que garante em meia hora uma grande injeção de carga (que varia de velocidade de acordo com quanta energia ainda havia na bateria).

Isso daria o ponto para o G4 Plus, num cenário onde ambos tem a mesma capacidade de manutenção  dos 3000 mAh de bateria. Porém não é assim. O Quantum FLY consumiu praticamente o dobro de bateria por hora em nossos testes, e DE FATO o Moto G4 Plus leva o ponto deste quesito. Apenas queríamos mostrar todos os porquês.

PREÇO

Levaremos em conta os valores referentes ao pagamento à vista pelos sites oficiais dos aparelhos (até a data de fechamento deste vídeo), temos os valores de:

  • R$ 1.299,00 para o Quantum FLY;
  • R$ 1.424,05 para o Moto G4 Plus.

Números não mentem: ponto para o Quantum FLY.

QUEM GANHA?

Finalizamos então desta forma:

  • Quantum FLY com 2 pontos;
  • Moto G4 Plus com 5 pontos.

Fechamos então mais um comparativo, e dessa vez temos o Moto G4 Plus como campeão da batalha.

O que parece é que a Quantum é uma empresa nova, e de fato ela é. Faz apenas 1 ano que ela está batendo nas linhas de frente, e nesse meio tempo já apresenta um aparelho ligeiramente mais barato que o Moto G4 Plus, e que chega com um bom susto para ele. Porém ainda não chegou o momento de coroar o FLY como o "novo Moto G", como seria sua proposta. Talvez ano que vem, com uma volta do AMOLED para o Quantum, por exemplo? Resta esperar.

Mas e aí? Você prefere o FLY mesmo assim? Ou iria de Moto G mesmo?

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