Afinal, qual a diferença entre roteador, hub e switch?

Por Sérgio Oliveira RSS | em 17.05.2016 às 11h47

Roteador

Assim como o direito, a medicina e outras áreas bem específicas do conhecimento, a informática tem seu vocabulário próprio e muitas vezes confunde até mesmo quem está imerso nesse mar de abreviações e termos técnicos. Não raramente, alguns termos acabam se tornando generalizadores, servindo para denominar tipos diferentes de software, serviço ou equipamento. 

É o que acontece, por exemplo, com o termo roteador. Bastante utilizado pela mídia, empresas de telecomunicações e até mesmo pelo grande público, ele tornou-se sinônimo não apenas do aparelho em si, mas também de modem, hub e switch. O problema é que há diferenças fundamentais entre esses aparelhos. 

Embora todos eles sejam categorizados como equipamentos para redes, é importante ter ciência da variedade que torna cada um único. Pensando nisso, no artigo de hoje vamos explicar o que exatamente é um roteador, um hub e um switch para que você nunca mais se confunda e passe a se referir a cada um deles utilizando o termo correto e com o justo conhecimento de causa. 

1. Hub 

Por não conseguirem identificar os computadores conectados na rede, o hub é considerado um equipamento de rede

Por não conseguirem identificar os computadores conectados na rede, o hub é considerado um equipamento de rede "burro" (Imagem: Reprodução / Shutterstock)

O hub é o responsável por conectar vários computadores em uma mesma rede local de computadores (LAN). Toda a informação enviada nessa rede, portanto, passa pelo hub antes de ser encaminhada para os computadores conectados a ele. 

Por não conseguir distinguir os computadores conectados a ele e repassar essa informação para absolutamente todos eles, o hub é considerado um dispositivo "burro". Ao invés de encaminhar os dados especificamente para o destinatário, ele lega essa responsabilidade aos PCs, que devem verificar, a todo instante, se são donos daqueles dados ou não. 

Para o que ele serve? 

Com a pluralidade de opções existentes no mercado na atualidade, para nada. Levando em consideração a diferença de preço entre um hub e um switch e que aquele causa um estresse desnecessário na rede, o melhor a se fazer é ficar longe dele. 

Apesar disso, há quem defenda que a utilização de hubs é essencial sobretudo quando há necessidade de controlar o tráfego de rede que sai da LAN. Afinal de contas, todos os computadores recebem todas as requisições enviadas pela rede, então bastaria a instalação de um PC sentinela para ele ficar de olho em tudo o que está acontecendo. 

2. Switch 

Já os switches mantêm uma tabela lógica que relaciona o endereço MAC de cada computador à porta que ele está conectado, sendo capaz de direcionar os dados para seu destinatário

Já os switches mantêm uma tabela lógica que relaciona o endereço MAC de cada computador à porta que ele está conectado, sendo capaz de direcionar os dados para seu destinatário (Imagem: Reprodução / Shutterstock) 

Assim como o hub, um switch é responsável por conectar vários computadores em uma mesma rede local de computadores (LAN). O grande diferencial, aqui, é que o switch mantém uma tabela com os endereços MAC de cada computador conectado a ele e sua respectiva porta. 

Dessa forma, o switch é capaz de diferenciar para qual computador os dados são destinados, consultando essa tabela para saber para qual porta deve direcionar o fluxo de dados. Por essa característica, ele é considerado um dispositivo de rede "inteligente". 

Para o que ele serve? 

Basicamente, para montar LANs. Antes, essa era uma tarefa atribuída aos hubs, mas o barateamento dos switches, aliado à sua capacidade reduzir o consumo de banda, acabou fazendo ele ser o equipamento preferido dos administradores de rede. 

Isso ocorre graças às tabelas mantidas pelo switch. Na prática, a coisa funciona da seguinte forma: o computador A quer enviar dados ao computador D. O switch é capaz de identificar que o computador A está conectado na porta 1, enquanto o C está ligado na porta 4. Dessa forma, ele direciona os dados da porta 1 para a 4 automaticamente, sem que os demais computadores sequer saibam que algo está acontecendo ali. É uma técnica que reduz bastante o tráfego de dados numa eventual comparação com um hub. 

3. Roteador 

Os roteadores são responsáveis por fazer a ponta entre a LAN e a internet. Modelos modernos também incorporam algumas funções de segurança e fazem as vezes de switch

Os roteadores são responsáveis por fazer a ponta entre a LAN e a internet. Modelos modernos também incorporam algumas funções de segurança e fazem as vezes de switch (Imagem: Reprodução / Shutterstock) 

Diferentemente dos hubs e switches, o roteador é um dispositivo capaz de enviar pacotes de dados entre redes diferentes, e não apenas numa rede local. 

Aqui surge um novo termo, que deve ser atentado: pacote de dados. Um pacote contém um cabeçalho com dados que explicitam seu destinatário. Essa informação é utilizada pelos diversos roteadores que se encontram na rota do pacote, de maneira que eles o encaminhem para o dispositivo seguinte mais próximo do destino final, até que efetivamente o destinatário seja alcançado. É dessa forma que sua LAN se conecta à internet. 

Portanto, quando você vai pesquisar algo no Google, por exemplo, seu computador endereça a requisição da busca para os servidores do Google. A partir daí seu roteador se encarrega de disparar o pacote para o roteador seguinte, que o reencaminha para outro roteador e assim sucessivamente até que o servidor do Google receba esse seu pedido de busca. Após processado, o pedido gera um resultado, que é disparado de volta para você, fazendo o percurso inverso. 

Para o que ele serve? 

Há algum tempo, os roteadores serviam basicamente apenas para fazer a ponte entre sua rede local e a internet. Contudo, os modelos mais modernos incluem uma série de recursos que facilitam a vida de todo mundo. 

  • De 4 a 8 portas para conectar computadores e equipamentos numa mesma LAN, de maneira a dispensar um switch a parte; 
  • Network Address Translator (NAT), que é utilizado para atribuir um endereço IP a uma LAN de maneira que ela se torne visível fora da LAN; 
  • Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP), que automaticamente atribui endereços IP para cada dispositivo conectado à LAN; 
  • Firewall para proteger os computadores conectados na LAN; 
  • Porta WAN para conectar o roteador a um modem banda larga externo; 
  • Conectividade sem fio, de maneira a dispensar a utilização de cabos para conectar diversos dispositivos numa mesma rede. 

Resumindo

  • Hubs e switches conectam computadores numa mesma LAN; 
  • Switches, no entanto, conseguem distinguir os computadores conectados a ele e, dessa forma, para qual deles uma informação deve ser encaminhada; 
  • Roteadores enviam pacotes de dados entre LANs, além de atribuírem IPs, fazer as vezes de switch e proteger sua LAN. 

Pronto, depois disso tudo você tem propriedade para falar de hubs, switches e roteadores em cometer nenhuma gafe. Ainda há alguma dúvida sobre o assunto ou gostaria de colaborar com o tema? Então deixe o seu comentário na caixa de texto aqui embaixo. 

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