Melinda Gates, Microsoft e Filantropia [Dreamforce 2016]

Por Igor Lopes RSS | em 07.10.2016 às 18h38

Diretamente da Dreamforce, maior evento anual da gigante Salesforce que acontece em São Francisco, acompanhamos a keynote de Melinda Gates, a esposa de Bill Gates. Ela abordou diversos assuntos interessantes e nós separamos as melhores partes neste vídeo. 

Os temas da entrevista foram variados e ela falou até mesmo como o homem por trás da Microsoft se aproximou dela e a convidou para sair pela primeira vez. 

"Estávamos trabalhando num sábado. Eu trabalhava num prédio diferente, mas acho que estacionamos nossos carros próximos. E eu estava saindo do meu prédio, ele estava saindo do dele e começamos a conversa, era um sábado, ele finalmente achou uma maneira de chegar em mim e disse: 'Você sairia comigo daqui duas semanas?', e eu: 'Duas semanas?? Quem sabe o que vai fazer daqui 2 semanas?'. Eu falei que aquilo não foi tão espontâneo para mim, que era pra ele talvez me ligar mais perto da data, e aí eu dei meu telefone para ele. Duas horas depois ele ligou e disse: 'Tenho duas coisas para fazer hoje à noite: um jantar e uma outra coisa, mas aí você sairia comigo para tomar algo?' Eu achei aquilo um pouco mais espontâneo, e acabei saindo com ele. E o resto é história", contou Melinda.

A criação da Fundação Bill e Melinda Gates, organização sem fins lucrativos criada pelo casal, também foi abordada. Os dois são conhecidos pelo seu alto envolvimento com filantropia, e aqui ela explica um pouco melhor como eles optaram pela ajuda humanitária.

"Nós lemos um artigo no New York Times pouco depois de voltar pra casa sobre rotavírus e diarreia. Isso estava matando milhões de crianças e começamos a pensar: 'Crianças estão morrendo de diarreia?' Nos EUA, você vai a uma farmácia para isso, não vai a um médico para isso! Começamos a pensar o que estava acontecendo ali. E quando começamos a pesquisar, existia um ótimo sistema de vacinas que foi construído ao redor do mundo, mas ele diminuiu nos últimos 20 anos. E se tínhamos uma vacina nos EUA, ou Reino Unido ou Japão, estava demorando de 20 a 25 anos para chegar na África e, quando chegava lá, não estava nas proporções que eles precisavam'", explicou.

E quem pensa que tudo a respeito de Melinda gira em torno de Bill, está enganado. Ela também falou sobre o empoderamento feminino e as dificuldades encontradas pelas mulheres no mundo da tecnologia.

"Mulheres podem se dar bem em tecnologia? Elas podem programar? Podem ocupar uma posição de liderança? Se você olhar para toda o sistema de educação e todos os pontos de perda, não há uma bala de prata aqui mas acho que um ponto crucial para se prestar atenção é na entrada da faculdade. Tem algumas universidades que estão fazendo uma aula inicial de computação e ciência bastante popular. Eles estão adicionando problemas que as mulheres se interessam naturalmente, como pobreza, habitação, saúde mental. Como eles encontram problemas que mulheres gravitam em torno de forma natural, tendo certeza de que você tem associados e professoras ensinando nas salas, tenha certeza de que você tem um bom ambiente - não no subsolo do prédio de engenharia, mas no prédio de Humanas, no auditório", disse Melinda. "Nós precisamos replicar algumas dessas coisas que as Universidades estão fazendo e replicar pelo país porque Ciência da Computação é um ambiente fantástico para mulheres programarem", completou.

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