Vacina contra o câncer [CT Inovação]

Por Igor Lopes RSS | em 21.10.2016 às 17h58

Uma "vacina universal" para o tratamento do câncer pode estar um pouco mais próxima da realidade, revelam uma série de testes bem-sucedidos em três pacientes humanos realizados pela Universidade Johannes Gutenberg de Mainz, na Alemanha, e publicados no diário científico Nature.

O novo método de tratamento busca utilizar o próprio sistema imunológico do corpo humano como arma contra tumores malignos. O processo foi apelidado de "imunoterapia" e consiste na aplicação de uma espécie de vacina carregada com o material genético (RNA) das células cancerígenas do paciente em seu próprio sistema imunológico – o que ajuda o corpo a diferenciar células sadias das células do tumor, facilitando o combate do próprio corpo à doença.

Fazer com que o corpo identifique quais são as células que o estão prejudicando é hoje um dos principais desafios no tratamento do câncer, já que em muitas situações, o organismo não é capaz de diferenciá-las por serem similares à células normais. Aplicando o RNA das células do câncer no paciente, no entanto, o material passa a ser reconhecido com um antígeno, estimulando a produção de anticorpos contra aquele material.

O método é considerado universal, uma vez que qualquer paciente poderia ter o RNA extraído de suas próprias células cancerígenas e utilizado para o tratamento, independentemente do tipo de câncer que o aflige.

Nos testes realizados na universidade, três pacientes diagnosticados com melanoma e tratados com a imunoterapia só apresentaram sintomas leves de "gripe" como efeitos colaterais, mas nada que se comparasse à complicações de tratamentos como a quimioterapia. Além disso, em um dos pacientes, já houve uma redução observada de um dos tumores após o tratamento.

Apesar dos testes preliminares terem sido considerados bem-sucedidos, ainda há um longo caminho a ser percorrido antes que o novo tratamento possa ser aplicado oficialmente. Além do método ainda precisar de novos testes em larga escala, tipicamente órgãos reguladores do setor de saúde, como o Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, podem levar até oito anos para aprovar um novo tipo de medicação ou tratamento.

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