Após 700 horas de conteúdo, Campus Party chega ao fim em São Paulo

Por Rafael Romer RSS | em 01.02.2016 às 08h12

Campus Party

Terminou oficialmente neste domingo (31) a Campus Party Brasil, um dos maiores eventos de tecnologia do país que encerra a sua nona edição em São Paulo. 

O evento reuniu no Anhembi um total de oito mil campuseiros vindos de 24 estados brasileiros e 18 países, como Estados Unidos, Colômbia, Uruguai e Chile. Dos brasileiros inscritos, a maior parte veio do estado de São Paulo, que representou 52% dos participantes. Seguiram Minas Gerais (6,74%), Rio de Janeiro (5,67%), Paraná (5,04%) e Distrito Federal (4,24%). 

A grande maioria dos campuseiros também ficou na faixa dos 18 a 29 anos, representando 64,37% do total. Participantes abaixo dos 18 anos foram 2,28%; entre 30 e 39 anos, 19,04%; e maiores de 40 anos, 5,65%.

Foram cerca de 700 horas de conteúdo de palestras, workshops e outras atividades, que tiveram como destaques o vice-presidente global de marketing de consumo da Kaspersky Lab Eugene (Che) Chereshnev; o engenheiro e participante do programa Mythbuster, Grant Imahara; a diretora de tendências do aplicativo Happn, Marie Cosnard; e a astrofísica brasileira Thaisa Bermann.

Tradicionalmente um dos pontos de destaque do evento, a oferta de internet cabeada deste ano foi menor que na Campus Party 2015 - foi um total de 40 Gbps, 10 Gbps a menos que na oitava edição. Isso não significa, no entanto, que a infraestrutura exigida tenha sido menos complexa: foram cerca de 60 mil metros de cabos de redes e 80 mil metros de fibra ótica para oito mil pontos de rede espalhados pelos 77 mil m² do centro de exposições. Ao todo, 13 mil dispositivos foram registrados no evento, uma média de 1,62 dispositivo por campuseiro.

Em um ano no qual o evento enfrentou desafios maiores do que o normal para ser organizado, como a falta do apoio da Lei Rouanet, a Campus Party também recebeu uma série de críticas dos participantes através nas redes sociais. As reclamações vieram desde problemas como a decisão da organização de proibir a entrada de comida entregue por delivery no Campus até a instabilidade da velocidade da internet. Alguns episódios, como uma queda de luz e uma inundação na área de camping, também foram alvos de críticas por parte dos campuseiros.

Do lado positivo, o evento reforçou o foco na área de empreendedorismo com uma área dedicada às startups e inovação. No total, 614 startups se inscreveram para o programa Startup&Makers Camp, que tem como objetivo impulsionar e capacitar jovens empreendedores. Foram fechados mais de 200 negócios ou parcerias iniciadas durante o evento, que incluíram três investimentos de R$ 150 mil durante o Inverstor's Day.

Neste ano, a Campus Party também lançou o projeto Feel The Future (Sinta o Futuro, em inglês), uma iniciativa da organização do evento que deverá criar uma fundação com o objetivo de discutir e antecipar as discussões sobre as transformações que a evolução da tecnologia trará para nossas sociedades nos próximos anos.

Também foi confirmada a realização de uma nova edição brasileira da Campus Party, em Brasília. A versão brasiliense do evento deverá acontecer no segundo semestre de 2017 e terá como foco discussões como Dados Abertos e Transparência e Trabalho e Educação do Futuro. Ainda não há data ou local confirmado para a próxima edição do evento em São Paulo.

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