O que esperar da nova geração de MacBooks com segunda tela OLED? (Parte 1)

Por Pedro Cipoli RSS | em 17.08.2016 às 23h06

Mac OLED

Os primeiros rumores sobre a nova geração de MacBooks davam a entender que as telas passariam a usar a tecnologia OLED, mas agora está mais ou menos claro que se trata de uma tela secundária localizada na região do teclado. Aliás, é uma ideia ainda mais interessante, uma boa novidade no segmento de laptops que, fora o sistema operacional e configuração, conta com poucas variações de um modelo para outro. Basicamente, usuários escolhem sua marca preferida dentro de uma faixa de preços, o que automaticamente implica em uma preferência por uma identidade visual particular, e priorizam certos recursos, como telas de qualidade, teclado retroiluminado e afins.

Isso vale para os modelos da Apple também. Exceto o MacBook mais recente, a linha não recebe atualizações significativas há tempos. Os modelos Retina passam por um processo de atualizações de especificações desde as primeiras versões, assim como a linha MacBook Air. O Mac Pro continua o mesmo desde que chegou ao mercado, e a Apple ainda vende aquele modelo de 13 polegadas com processador Ivy Bridge. Isso não é "culpa" somente da Apple, já que quem faz questão de comprar um MacBook raramente o troca com frequência, tanto pela falta de necessidade como pelo preço. E é exatamente por isso que essa nova geração está chamando tanta atenção.

O que é essa tela secundária?

Basicamente, a Apple elimina as teclas de funções (a primeira coluna de teclas, "Fn") por um painel touchscreen de OLED, que passa a ser responsável tanto por assumir as funções já existentes, como controle de volume e brilho de tela, quanto controle de diversos aplicativos. É o caso do Spotify, por exemplo, que aparece nas imagens vazadas. Em vez de abrir o app para mudar a música, assim como escolher um trecho específico ou passar a música, é possível controlar os comandos por ali, se o app estiver aberto na tela principal. Outro exemplo mostrado é o Transmission, aplicativo de compartilhamento de arquivos via torrent, que mostra quanto falta para terminar de baixá-los.

Quando um app não estiver usando parte da tela, ela exibe as informações geralmente posicionadas na barra superior do OS X, como hora, qual usuário está logado, status da conexão Wi-Fi e o Spotlight, além de todos os controles da coluna Fn. Fica uma questão interessante, aliás, se essas informações serão repetidas na tela OLED, já que já são mostradas na barra superior, ou se a Apple alterará a posição delas, mostrando-as apenas na tela OLED. Acreditamos mais no primeiro caso, já que provavelmente não serão todos os MacBooks que trarão esse recurso. Pelo menos inicialmente.

Mac OLEDAo que tudo indica, haverá também uma reformulação da linha Pro para que ele se pareça mais com o MacBook, além de trazer portas USB tipo C.

E por que usar OLED? Em primeiro lugar, porque é muito, mas muito legal. O principal motivo de telas OLED não serem populares é o seu custo, que é consideravelmente maior do que outras tecnologias. Basta comparar o preço de uma televisão IPS contra uma com as mesmas características com tela OLED para ver como essa tecnologia ainda é cara. Não chega a ser um problema para os MacBooks, já que a Apple pode facilmente absorver o custo extra pela alta margem de lucro e também pelo seu tamanho diminuto.

O segundo é economia de energia, já que telas OLED são capazes de ligar pixels individualmente, não tendo lâmpadas LCD sempre ligadas, além de necessitar de uma área menor, o que ajudaria os modelos a serem ainda mais finos, algo mais ou menos confirmado para a próxima geração. Ainda que essa tela OLED secundária seja a principal característica dos novos modelos, esta não é a única novidade prevista para a próxima geração.

Configuração

Segundo os rumores mais recentes, a próxima geração de MacBooks contará não somente com a sexta geração de processadores Intel, o que automaticamente assume que as memórias podem finalmente mudar para DDR4 (ou mesmo e mais provável variações de baixo consumo dela, como LPDDR4), mas também com a nova geração de GPUs da AMD, codinome Polaris. Isso é quase uma certeza tanto pelo upgrade em si quanto por uma questão de otimização.

A Apple tem um longo histórico com a Intel em relação às CPUs, isso desde a transição para o x86, e nunca usou processadores da AMD. É um caso diferente da GPU, em que era comum ter uma troca de fabricante entre AMD e NVIDIA de geração para geração. Em qualquer um dos casos, era sempre um modelo que transitava entre os segmentos intermediário e top de linha, com desempenho de sobra para boa parte dos usuários, mas um pouco longe de trazer o desempenho das numerações mais avançadas de qualquer uma das empresas projetada para jogos pesados (caso da R9 M370X, por exemplo).

Mac OLEDA questão que fica, porém, é quantas portas USB tipo C a Apple irá instalar, já que o conceito em si é excelente. Mas, quando há poucas para priorizar o design em vez da usabilidade, esse conceito vai para o espaço, como a imagem acima mostra.

Há uma convergência aqui, já que as GPUs da AMD estão presentes no iMac 5K e também no Mac Pro. O fato de a Apple repetir a AMD nos novos MacBooks indica tanto uma parceria de longo prazo entre ambas quanto uma (possível) otimização do OS X para usar gráficos da AMD, em especial no código de baixo nível para distribuir cargas de trabalho entre CPU e GPU. Talvez até de forma independente da otimização feita pelos próprios programas de terceiros, já que, naturalmente, a Apple já o faz com seus próprios programas (Final Cut, iMovie e afins).

Nos próximos dias explicaremos em detalhes quais são as principais novidades da arquitetura Polaris, em especial sobre o Graphics Core Next de quarta geração, mas, por enquanto, basta dizer que os MacBooks se beneficiarão (e muito) do fato de a AMD usar um processo de produção FinFET de 14 nanômetros. Ou seja, menor consumo de energia e dissipação de calor, o que por si só já são benefícios justificáveis e permitem um design ainda mais fino para a próxima geração.

Mac OLEDAinda que vários pontos sejam mais ou menos certos, ainda há uma boa pitada de rumor sobre o novo Macbook. O iPhone de câmera dupla, por exemplo, que era praticamente certo, já está sendo negado por diversas fontes.

Agora: por que a Apple demorou tanto para apresentar alguma novidade no seu portfólio de computadores? Como dissemos no começo do artigo, não é "culpa" da Apple (assumindo que seja de fato culpa, já que se trata de um conjunto de fatores), mas sim do mercado de processadores e também do segmento de mercado como um todo. Mas isso é um outro assunto, algo que vamos explorar na segunda parte deste artigo.

Com informações de: Techno Buffalo, The Next Web, 9to5Mac

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