Apple Watch 2 – data de lançamento, rumores e apostas

Por Sérgio Oliveira RSS | em 19.10.2015 às 18h51

Não importa se a Apple está na vanguarda de um segmento ou se chegou nele atrasada, a verdade é que a empresa da Maçã dita regras e tendências por onde passa. No mercado de smartwatches não é diferente. 

Lançado em abril deste ano, o relógio inteligente da Apple chegou tarde ao mercado, mas isso não significa que ele não impôs regras aos concorrentes. Foi a partir do Watch que as companhias começaram a se preocupar verdadeiramente com o visual dos smartwatches. Fora isso, Cupertino também definiu que os consumidores mereciam duas opções de tamanho e que o sistema operacional e apps obrigatoriamente têm que estar adaptados para as telas minúsculas. 

Por essas e outras razões, o mercado olha cada vez mais atento para o Watch e seu desempenho junto ao público consumidor para definir não só se a moda vai pegar, mas sobretudo se o segmento se firmará de fato. 

É bem verdade que as vendas ainda não lá essas coisas, mas há quem garanta que isso se deve ao fato de haver muito espaço para melhorias, o que só pode ser corrigido com a chegada do Apple Watch 2. 

A cada dia que passa, mais rumores sobre a segunda versão do relógio da maçã mordida surgem por aí e nós reunimos todos eles aqui para você ficar por dentro e programar a compra dele caso ainda não o tenha. 

Data de lançamento 

Ao contrário do que acontece com a maioria dos dispositivos móveis da Apple, o Watch 2 não foi anunciado um ano depois do seu predecessor. Caso isso tivesse ocorrido, ele teria aparecido ao lado do iPhone 6s no evento organizado pela companhia em setembro deste ano. Por causa desse "atraso", especialistas apostam que o relógio inteligente aparecerá em março de 2016. 

Mesmo com a especulação, isso não significa que o gadget estará disponível imediatamente. Depois do anúncio em março, o mais provável é que ele comece a chegar às mãos dos primeiros compradores em setembro de 2016 juntamente com o iPhone 7 — ou seja, provavelmente teremos que esperar um pouco menos de 1 ano até vermos o novo reloginho. 

Se o boato se confirmar, então podemos ver o Watch com um ciclo de vida bianual, com novos aparelhos sendo lançados de dois em dois anos. A janela de tempo seria mais do que suficiente para a Apple estudar melhorias, corrigir problemas e implantar novidades no aparelho. 

Sendo assim, o que temos é o seguinte: 

  • Data de anúncio do Apple Watch 2: provavelmente março de 2016 
  • Data de lançamento do Apple Watch 2: provavelmente setembro de 2016 

Rumores 

A grande aposta para o Watch 2 é que ele virá com um chip wireless que o libertará do iPhone. Dessa forma, o smartwatch poderá funcionar de maneira mais autônoma, sem necessariamente precisar estar pareado com um telefone. 

Em contato com o pessoal do PhoneArena, uma fonte com conhecimento de causa também afirmou que o gadget virá com uma câmera de vídeo acoplada, permitindo que os usuários façam e atendam a chamadas do FaceTime diretamente do pulso. 

Esteticamente, é provável que novos modelos também estejam sendo trabalhados. Dessa forma, a Apple ofereceria um leque ainda maior de opções para o público, além, claro, dos modelos padrão, Sport e Edition. Como tudo não passa de especulação, ainda não há nenhuma pista sobre como esses modelos serão, mas há burburinhos correndo pelos bastidores da indústria sobre a aplicação de novos materiais como titânio e platina. 

A possibilidade de novos modelos virem por aí não significa que veremos um smartwatch circular ou até mesmo com tamanho de tela maior. Rumores apontam que o Watch 2 terá as mesmas dimensões, formato e resolução do antecessor, o que, no fundo, não é nenhuma surpresa, já que a Apple é conhecida por trabalhar dessa forma. 

Embora mantenha um padrão, é provável que Cupertino mexa em alguns componentes do Watch 2, como é o caso da tela. Há rumores que afirmam que a empresa já está trabalhando em maneiras de torná-la mais fina para abrir espaço para uma bateria maior. Já outras pessoas apostam que isso não mudará e que a companhia está mesmo é se esforçando para aplicar melhorias de software, de maneira a poupar os recursos do dispositivo e, dessa forma, fazer a bateria durar mais tempo. 

As apostas são inúmeras, mas a verdade é que a Apple mantém a sua política de silêncio, não comentando rumores e deixando a fogueira do hype queimar nos quatro cantos da internet. Só saberemos se os boatos se confirmarão em março do ano que vem e até lá temos tempo suficiente para especular e torcer por alguns recursos. 

O que gostaríamos de ver 

Como dito anteriormente, apesar do Apple Watch se sobressair em relação à concorrência, ele ainda tem muito o que melhorar. Mas, afinal de contas, como a Apple pode melhorar o que até agora tem sido bem aceito pelo público? 

Basta observar o Watch OS 2 atentamente para notarmos que há recursos que ainda não estão presentes não por causa do sistema, mas pelas limitações físicas do relógio da Maçã. 

E isso nos leva a elencar o que queremos ver no Apple Watch 2. 

1. Bateria com maior autonomia 

Essa é a realidade de todos os smartwatches do mercado: eles têm baterias com baixa autonomia. Claro que isso não seria diferente no caso do Apple Watch. 

Inclusive essa característica foi a que mais decepcionou os fãs da companhia, sobretudo aqueles que trabalham com MacBooks cujas baterias duram para lá de 10 horas. Aqui, a Apple não ditou regra nem estabeleceu tendência, já que o Watch precisa ser recarregado diariamente — sendo que muitas vezes sequer chega ao fim do dia. 

Portanto, pelo bem do segmento, que o Watch 2 traga consigo uma bateria de maior autonomia e que possamos mantê-lo longe do carregador por pelo menos dois dias, vai. 

A bateria minúscula de apenas 205 mAh mal consegue fornecer energia para um dia de uso do Apple Watch

A bateria minúscula de apenas 205 mAh mal consegue fornecer energia para um dia de uso do Apple Watch (Imagem: Reprodução / iFixIt) 

2. Mais espaço de armazenamento 

Sim, o Apple Watch traz consigo a capacidade de armazenar até 8 GB de dados, o que é mais que suficiente para os padrões de um smartwatch. O problema é que a Apple limitou a forma como podemos utilizar esse espaço, permitindo apenas 2 GB para músicas e míseros 75 MB para fotos. 

Tudo bem que o dispositivo vive pareado com o iPhone, mas se levarmos em consideração um cenário onde o Watch 2 é mais independente do telefone, essa limitação prejudicará, e muito, a experiência do usuário. 

3. Design menos grosseiro 

Sim, a gente sabe que o Apple Watch é menor do que a maioria dos concorrentes, mas não dá para tapar o sol com a peneira e negar que ele é grandalhão em termos de espessura. 

A torcida é que a companhia consiga fazer com o relógio o mesmo que já fez com todos os demais dispositivos da marca e o torne mais delgado. Levando em conta que estamos falando da primeira geração do produto e especulando seu sucessor, é perfeitamente possível que isso aconteça — se não agora, talvez logo na sequência. 

OK, o design do Apple Watch agrada, mas não há como dizer que ele não é avantajado. Estilão agigantado pode afastar consumidores que prezam por discrição

OK, o design do Apple Watch agrada, mas não há como dizer que ele não é avantajado. Estilão agigantado pode afastar consumidores que prezam por discrição (Imagem: Reprodução) 

4. Corpo redondo 

Mesmo que seja improvável que o Watch 2 chegue às prateleiras com um corpo arredondado, não custa nada torcer e sonhar, não é mesmo? 

É verdade que o formato quadrado funciona muito bem, mas seria bem legal que pudéssemos escolher entre múltiplos formatos de corpo além de mais de um tamanho aqui. Dessa forma, o smartwatch chamaria a atenção tanto do público que prefere relógios quadrados quanto daquele que os preferem circulares. 

5. Mais interação através da tela 

A sensação que se tem é que a Apple tenta evitar ao máximo que o usuário meta o dedo na tela sensível ao toque do Watch, concentrando grande parte das ações na coroa do relógio. 

Não estamos dizendo que você não pode ir lá e deixar suas digitais no display, mas o sistema preza muito mais pelos cliques vindos da coroa do gadget do que o seu dedo indicador pressionando a tela. A gente sabe que você está pensando que isso é implicância, ainda mais levando em conta que a tela é minúscula e difícil de lidar, mas convenhamos que não dá para negar a sensação de passo atrás, já que atualmente praticamente qualquer dispositivo foca mais na interação com os dedos do que com cliques. 

Portanto, a gente queria ver a interação com o Watch 2 ocorrendo de maneira mais intuitiva a partir da ponta dos nossos dedos, tocando e deslizando ícones e programas para lá e para cá. 

A coroa do relógio acabou se tornando o principal meio de interação com o dispositivo ao invés da tela sensível ao toque

A coroa do relógio acabou se tornando o principal meio de interação com o dispositivo ao invés da tela sensível ao toque (Imagem: Reprodução) 

6. Tela mais nítida 

Atualmente, dependendo do modelo que você escolher comprar, a tela do Apple Watch pode vir com duas resoluções diferentes: 340 x 272 pixels ou 390 x 312 pixels. Tendo em vista o tamanho diminuto do display, tudo isso está bem OK, mas a verdade é que as coisas não parecem tão nítidas quanto deveriam. 

Essa falta de nitidez é mais perceptível quando selecionamos uma interface analógica para o relógio, onde é possível ver serrilhados e pixels faltando aqui e acolá. Portanto, fica aqui nosso pedido solene para que a próxima versão do relógio inteligente venha com mais nitidez para agraciar nossos olhos atentos. 

7. Mais sensores 

O que faz o Apple Watch vender bem é que além de ser um relógio inteligente ele também faz as vezes de profissional da saúde que não sai de perto de você. Essa característica, no entanto, era apenas uma entre os inúmeros sensores que tecnicamente viriam embutidos no aparelho e acabaram não dando as caras. 

Antes do anúncio do gadget, houve gente que apostava em sensores para medição de pressão arterial, oxigênio no sangue e até mesmo monitoramento de níveis de estresse. Como todos sabem, isso não chegou a ser concretizar, mas seria bem interessante ver algo do tipo chegando com o Watch 2. 

O smartwatch da Apple funciona muito bem como um assistente de saúde do usuário, mas poderia vir com mais sensores para monitorar outros aspectos do dia-a-dia

O smartwatch da Apple funciona muito bem como um assistente de saúde do usuário, mas poderia vir com mais sensores para monitorar outros aspectos do dia-a-dia (Imagem: Reprodução) 

8. GPS embarcado 

Mesmo entupido de ferramentas que monitoram a saúde do usuário, o Apple Watch falha em entregar o básico: um GPS integrado. Sim, ele não vem com um chip de localização e depende totalmente do iPhone para realizar qualquer tarefa que exija geolocalização. 

Sendo assim, seria interessante ver o Watch 2 vindo com GPS integrado, abrindo espaço para os esportistas fazerem suas caminhadas, maratonas e pedaladas sem necessariamente carregarem consigo um smartphone. 

9. Compatível com Android 

OK, esse não é um desejo, mas sim um delírio. Certamente a compatibilidade com Android jamais chegará de maneira nativa para o Apple Watch, mas não custa nada sonhar, não é mesmo? 

Se por alguma obra do destino alguém tivesse essa ideia insana na Apple e conseguisse convencer o alto escalão da companhia a liberar algo desse tipo, o Watch 2 despontaria como líder absoluto no segmento, desbancando praticamente todos os concorrentes que aparecessem pela frente. 

Quem sabe? 

10. Preços menores, por favor! 

Não importa para onde você vá, os dispositivos da Apple sempre serão caros. No Brasil, esse é um problema ainda mais grave, com preços exorbitantes e fora da realidade de qualquer trabalhador assalariado. 

Para se ter uma ideia do absurdo, o modelo mais básico do Apple Watch custa US$ 349 (aproximadamente R$ 1350 na cotação atual) nos Estados Unidos, enquanto que no Brasil ele chegou custando assustadores R$ 2.899. O Watch Edition, variante mais cara do aparelho, custa US$ 17 mil lá fora (algo em torno de R$ 65 mil na conversão direta), enquanto aqui é preciso desembolsar R$ 135 mil, o valor de uma casa própria. 

Claro, se você for rico ou filho de político, isso não será um problema, mas certamente o fará pensar pelo menos duas vezes antes de sacar o cartão de crédito para efetuar o pagamento. 

Seria ótimo se pudéssemos ver esse valor insano ser reduzido pelo menos no exterior, já que aqui é pouquíssimo provável que vejamos algo do tipo acontecer, principalmente se levarmos em consideração que no último reajuste de preços a Apple elevou todos eles em até 150%

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