6 dicas de marketing para alavancar seus projetos 'Faça Você Mesmo'

Por Redação

Com o advento da internet, e principalmente dos vídeo-tutoriais, é inegável que a geração do "faça você mesmo", ou Do It Yourself, tem se tornado cada vez mais comum no mundo todo. Por causa disso, uma modalidade que antes era vista como restritiva às vovós ou a um público de idade mais avançada tem ganhado cada vez mais adeptos juvenis.

Em entrevista recente ao portal Enterpreneur, Jeff Fromm, um especialista na área, disse que "atualmente, jovens e adultos com idades abaixo dos 35 anos movimentam mais de US$ 29 bilhões na indústria do artesanato comercial ou pessoal, e é imprescindível que um bom olhar do marketing paire sobre esses tipos de iniciativa."

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(Imagem/Reprod.: Danielle Noce DIY)

Numa perspectiva de marketing, identificar essas tendências é apenas o início: é preciso que um bom empreendedor que esteja interessado em trabalhar com projetos DIY saiba extrair o máximo possível deles, esteja participando diretamente desses mesmos projetos ou não. Fromm explica que há 3 dicas essenciais para aqueles que desejam entender a mentalidade dos jovens e adultos que compõem a geração DIY. São elas:

  • Participação ativa: É preciso compreender que se você deseja fazer parte da "sociedade" que rege o Do It Yourself; e, para isso, será necessário estar sempre a par do que é criado também por outras pessoas. Geralmente, o criador de conteúdo não é o cerne da questão, o conteúdo em si que é. Fromm afirma que você precisa representar algo muito maior que você mesmo, afinal as pessoas não estão interessadas em você, mas em suas criações e ideias. Portanto, você deve ser sempre ativo em mídias sociais e interagir com outros "projetistas" similares e também deve estar sempre em contato com seu público.
  • Criação individual: Pesquisas indicam que quatro entre cada 10 criadores DIY estão interessados em cocriar produtos com seus modelos ou marcas. Muitas empresas têm tirado proveito disso adicionando nomes famosos da área a marcas já consagradas; além disso, a customização oferecida por marcas e nomes conhecidos quando estão juntos é um fator muito interessante a ser pensado.
  • Valor experiencial: Por fim, é sempre bom analisar os valores e ideias que um criador DIY pode oferecer ao seu negócio. Um exemplo levantado por Jeff é o da produtora de sapatos TOM's Shoes. Para ele, a marca não é um sucesso apenas por oferecer bons sapatos, mas também porque seus criadores vendem sob uma campanha humanitária: a cada par de sapatos vendidos, um segundo par idêntico é doado para crianças carentes.

Quando você combina todos esses elementos, fica claro que a nova geração empreendedora quer atuar em papéis muito mais ativos e dinâmicos. Eles não querem apenas sentar-se em suas cadeiras chiques e ver tudo se desenrolar diante de seus olhos; eles querem fazer parte da ação e das reações geradas. O portal econômico Entrepreneur listou, além dos três pontos abordados por Jeff Fromm, outras seis dicas válidas para quem quer alcançar esse tipo de jovem criador. Veja só:

1. Invista em conteúdo tangível

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Enganam-se aqueles que veem o 'faça você mesmo' como projetos apenas de pequeno porte (Imagem/Reprod.: Contry Living)

Embora o subtítulo acima soe um pouco ambíguo, a ideia é bastante simples: o grande foco da geração DIY diz respeito à criação de objetos que realmente fazem alguma diferença na vida de quem pretende reproduzi-los. Como criar ou revitalizar peças de mobília é um exemplo dado pelo portal, esse tipo de projeto não só costuma ter várias ideias disponíveis como também é muito direto e claro a quem procura quem os ensine a realizar tal tarefa.

Caso suas ideias sejam menos físicas e mais descritivas, não há problema. Apenas tenha em mente que Do It Yourself presa por conteúdos que podem ser realizados e ensinados em passo a passos.

2. O foco não é o dinheiro, mas a ideia em si

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(Imagem/Reprod.: Depois dos Quinze)

Um erro muito comum cometido por pessoas com uma visão mais empresarial quando tentam entrar no setor de criações é pensar que o dinheiro retornado é o mais importante. Em outras palavras, muitos desses "investidores" preferem não acreditar numa determinada ideia ou até mesmo recortam partes de um projeto porque sua versão original não parecia tão rentável assim. É válido lembrar que o DIY tem um caráter muito mais social do que comercial justamente para ser acessível e popular.

Pesquisas indicam que apenas 39% dos envolvidos nesse tipo de criação fazem isso exclusivamente pelo dinheiro, então é preciso tomar cuidado para não perder parcerias interessantes que podem morrer num conflito de interesses entre o projeto rentável e o projeto ideal.

3. Nunca se esqueça das mídias sociais

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É importante investir em ideias que atinjam diferentes tipos de público. Isso vale para qualquer negócio que você queira lançar (Imagem/Reprod.: Cafe HR)

As redes sociais e afins sempre serão as suas melhores amigas, guarde isso consigo. Quer seja você um consumidor, um produtor ou um investidor de ideias do gênero, as mídias sociais serão o lugar mais eficiente para você realizar o networking que é tão necessário nesse tipo de negócio. Uma boa ideia é ficar de olho no Pinterest; embora a rede social não seja tão popular por aqui, ela costuma reunir milhares de viciados em ideias DIY. Lá, você também pode procurar por parceiros de negócios e projetos para usar como inspiração.

Um ótimo exemplo citado no artigo original da Entrepreneur é o perfil Ana White DIY. Ana é natural do Alasca, EUA, e costuma publicar ideias e tutoriais para revitalizar objetos acabados em madeira. Embora a rede social não seja bem uma fonte de renda para ela, o conteúdo que a jovem cria costuma ser utilizado por empresas e revistas de decoração de todo o mundo.

4. Encoraje a criação de conteúdo por parte de quem reproduz suas ideias

É preciso ter em mente que, assim como quem cria, quem reproduz projetos desse tipo também gosta de adicionar originalidade e um pouco de sua própria personalidade no que é criado. Se você está diretamente ligado a quem consome suas criações, é sempre válido fazer daquele consumidor um outro criador também. Isso pode gerar marketing para o seu negócio e até mesmo pode gerar conteúdo em dobro para você, afinal a ideia nunca deixará de ser sua caso você seja pioneiro nela.

5. Faça concursos e interaja com o seu público

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(Imagem/Reprod.: Kernel Magazine)

Além de ser uma espécie de artesão da nova era, quem faz parte da geração "faça você mesmo" também é uma espécie de showman. Muitas vezes uma mesma ideia pode se apresentar de diferentes formas e acabar tendo como único diferencial a pessoa que a realiza. Tenha sempre em mente, seja você ligado ou não a projetos DIY, que existe uma relação entre quem desenvolve um projeto e quem o consome ou o reproduz.

Assim, você pode conseguir a fidelidade de pessoas da área e acabar incrementando ainda mais o seu networking, algo que é imprescindível em trabalhos tanto sociais quanto comerciais. Para ganhar a visibilidade necessária e conseguir captar seus primeiros "seguidores", é bom que você gere concursos e sorteios, táticas comuns do marketing online. Uma ótima forma de fazer isso é unindo o útil ao agradável, realizando essas interações por meio das redes sociais, já que elas possuem uma infraestrutura completa para a divulgação desenfreada.

Seja você um criador DIY e o seu próprio 'marqueteiro' ao mesmo tempo

Não há como se esquecer desta dica. Em praticamente todo negócio independente é preciso que uma só pessoa desenvolva vários papéis de uma só vez. No caso das iniciativas DIY, é necessário que você seja tanto um entusiasta dessas ideias quanto um bom marqueteiro para promovê-las.

É justamente por causa disso que os conceitos destinados a quem produz conteúdos DIY e aqueles destinados a quem quer se envolver neles com um olhar mais empreendedor se encontram tanto, porque basicamente a tarefa exige essas duas capacidades.

Via: Enterpreneur