Criadora do Ubuntu aumenta receita, mas também registra mais perdas

Por Redação | 14.01.2014 às 16:08

Números revelados nesta semana pela Canonical permitiram dar uma olhada mais profunda no estado financeiro da criadora do sistema operacional Ubuntu. Apesar de um aumento de 15% na receita, que chegou a US$ 65,7 milhões no último ano fiscal, as perdas também apresentaram aumento e quase dobraram, chegando a US$ 21,3 milhões entre março de 2012 e o mesmo mês de 2013.

Os dados foram publicados pelo site Ars Technica se referem especificamente à operação da Canonical no Reino Unido e são pouco detalhados no relatório. De acordo com a companhia, aproximadamente US$ 47,7 milhões do total de perdas registradas no período são oriundos do pagamento de salário e benefícios aos funcionários. O crescimento, apesar de negativo, é uma boa notícia, já que representa uma expansão na equipe em relação ao registrado no ano anterior.

Outra novidade positiva é o aumento nas vendas de produtos produzidos pela Canonical. Apesar do relatório ter grande foco no Reino Unido, ele também mostra US$ 50,6 milhões em negócios realizados fora do país, um total que, em sua esmagadora maioria (US$ 48,2 milhões), foi registrado em compras que aconteceram fora da Europa, principalmente em países como Estados Unidos, Canadá e China, sendo que o país asiático é hoje o maior mercado da empresa.

A Canonical busca hoje a estabilidade financeira, de forma a deixar a dependência da fortuna de seu fundador, Mark Shuttleworth. O foco nos produtos mais bem-sucedidos, também, permitirá que a companhia se torne mais interessante a investidores, possibilitando um dos principais objetivos da companhia no longo prazo: a entrada no mercado mobile.

Os primeiros passos nesse sentido já foram dados. As primeiras versões do Ubuntu para smartphones já estão disponíveis no mercado e, em breve, a Canonical pretende liberar também edições específicas para tablets, movimentos que devem ampliar ainda mais a presença da empresa no mercado mundial e torná-la cada vez mais lucrativa.