Naomi Gleit, executiva do Facebook, pede mais mulheres no poder

Por Redação | 13 de Dezembro de 2017 às 07h59

As recentes denúncias de assédio no Vale do Silício estão provocando cada vez mais reações das mulheres da indústria da tecnologia nos Estados Unidos. Empresas como Uber e Google estão respondendo na Justiça por funcionários que atacaram ou discriminaram colegas femininas no ambiente de trabalho.

Agora, a voz está crescendo também nas principais lideranças corporativas. E não mais somente para denunciar, mas também para criticar e reclamar por espaço.

Uma das primeiras mulheres a se posicionar foi Sheryl Sandberg, COO do Facebook, que vem discutindo o atraso da liderança feminina nos Estados Unidos. Em uma conferência realizada em setembro, na Califórnia, ela disse: "Os homens vêm comandando o mundo há algum tempo e não tenho certeza de que esteja funcionando bem".

Essa declaração encontrou ressonância em outra colega de Facebook, Naomi Gleit, VP de Relacionamentos Sociais da rede. Durante entrevista ao podcast Boss Files, da CNN, ela foi enfática: "Precisamos de mais mulheres no poder. Precisamos de paridade. Seria maravilhoso se as mulheres comandassem o mundo", disse Gleit.

Naomi Gleit, VP de Relacionamentos Sociais do Facebook

Diversidade na rede

Gleit é uma das funcionárias mais antigas de Mark Zuckerberg e comanda as ações sociais da empresa, como respostas a crises, doações e mentorias. Para a VP, Sandberg, que chegou ao Facebook depois dela, é uma heroína. "Lá estava aquela mulher que se tornaria o braço direito de Mark [Zuckerberg] e isso nos deixou tão orgulhosas e com algo para se inspirar", disse Gleit.

O Facebook tem trabalhado para reduzir a disparidade de gêneros nas suas fileiras. Seu último relatório de diversidade aponta que a força de trabalho feminina aumentou 2 pontos percentuais e hoje é de 35%. Na tecnologia, também subiu dois pontos (19%). Negros são 3% e hispânicos, 5%.

Para Gleit, equipes com diversidade trabalham melhor. "Quando você fala sobre diversidade, não é apenas de gênero. Refere-se a raça, antecedentes, perspectivas diferentes."

Nova ameaça

Naomi Gleit também falou sobre a denúncia de que o Facebook permitiu propaganda falsa russa, ação que teria influenciado as eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016.

A rede social estima que cerca de 150 milhões de usuários foram alcançados pelos anúncios, tanto no Facebook como no Instagram. "Não queremos que isso aconteça. É uma ameaça à segurança nacional."

Fonte: CNN

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