Melhore sua liderança com sete dicas de importantes CEOs

Por Redação | 07.08.2013 às 07:50

Steve Tappin, CEO da Xinfu, listou em sua sua página no LinkedIn sete importantes dicas de outros executivos de alto escalão para ajudar empresários, empreendedores e futuros executivos a melhorar sua liderança, incorporando os segredos de gestão em sua própria empresa e sistema de gerenciamento. Confira abaixo a lista completa:

1. Líderes querem fazer algo grandioso: eles não são impulsionados apenas por números

Gestores costumam se importar primeiramente com os números e resultados de sua companhia. Em contrapartida, líderes bem-sucedidos costumam ser pautados por causas maiores para conduzir seus projetos, e se dirigem para fazer algo grandioso para o mundo. Um dos principais exemplos disso é o fundador e ex-CEO da Apple, Steve Jobs.

"A minha paixão tem sido construir uma empresa duradoura onde as pessoas são motivadas a fazer grandes produtos. Todo o resto é secundário. Claro, é ótimo obter lucros, porque isso é o que nos permite desenvolver grandes produtos. Mas os produtos, e não os lucros, são a motivação", costumava afirmar Jobs.

Da mesma forma, Walt Disney costumava focar mais em seus sonhos do que no dinheiro em si para conduzir sua empresa. "Eu sonho, eu testo meus sonhos contra minhas crenças, me atrevo a arriscar, e executo minha visão para tornar estes sonhos realidade... é divertido fazer o impossível", dizia.

2. Líderes sabem que a necessidade da velocidade está mais crítica do que nunca

Os CEOs estão cada dia mais conscientes do seguinte perigo: à medida que suas empresas se tornam maiores, as coisas ficam mais complicadas e mais lentas. Com base nesse cenário, a nova prioridade para os líderes é fazer com que as coisas aconteçam mais facilmente e rápido.

Walter Robb, CEO da Whole Foods, explica o processo melhor. "É uma batalha constante, se certificar que você está se observando, analisando por onde as coisas podem ser burocratizadas ou calcificadas, porque é o beijo da morte. A velocidade de hoje é importante para continuar competindo".

Mesmo em empresas de maior prestígio, os executivos reconhecem que seus processos não estão tão rápidos como eles devem ser e que eles devem aprender e se adaptar às condições dos mercados emergentes. "Falhar lentamente é mortal. Falhar rapidamente, na verdade, não é tão ruim assim. Eu não consigo contar quantas falhas tive em 31 anos, então o que eu estou tentando fazer é introduzir mais velocidade na companhia", afirmou Jeff Immelt, que comanda a GE.

3. Líderes devem evitar cair no ciclo do '8'

Tappin afirmou que, tendo trabalhado com centenas de CEOs nos últimos anos, pôde perceber que mais de 80% caem em uma armadilha que costuma chamar de ciclo do '8'. Nesse processo, a maioria tenta delegar funções, mas rapidamente não se sente satisfeita e acaba retomando responsabilidades, fazendo com que eles fiquem sobrecarregados, presos nas questões do dia a dia, e acabem no gargalo de sua companhia.

Ao invés de se livrar de pessoas difíceis ou tratar de relações de trabalho tensas com sua equipe de gestão, os CEOs acabam carregando pessoas e relutando em deixá-las ir. É essencial a transferência de poder na gestão de um grande grupo de pessoas. "Confie na equipe e deixe fluir", aconselha Mike Turner, presidente da Babcock International e ex-CEO da BAE Systems. Narayana Murthy, presidente da Infosys, ainda acrescenta que "é muito importante a descentralização. Articular sua visão, colocar em prática normas para a elaboração de relatórios e da delegação de autoridade. Você precisa de um protocolo entendido e praticado por várias culturas".

Ciclo dos 8 gestão

Os executivos de sucesso conseguem gastar apenas 30% do seu tempo com questões do dia a dia da companhia, já que construíram um sistema de resultados que é completamente independente da figura do CEO. Para ser capaz de alcançar os mesmos resultados em sua própria liderança, você precisa ser capaz de reunir pessoas excepcionais ao seu redor, bem como ser implacável com aqueles cujo desempenho não é consistente, ou cujos comportamentos limitam a equipe.

4. Líderes gerem por eles mesmos, não por metas ou processos de gestão

Os melhores CEOs são direcionados por uma grande ambição em suas cabeças, mas em última análise, por sua paixão em transformar sonhos em realidade. Eles podem trazer o futuro para a realidade através de uma ambição clara, um sonho apaixonado e uma causa.

Para Mukesh Ambani, presidente e MD da Reliance Industries, "liderança tem a ver com alma, coração e mente. 'Alma' é o que você acredita, os seus valores. Os valores de cada um são diferentes, não é necessário convergir para eles. 'Coração' é a sua paixão, que lhe dá coragem para construir algo. A última e a menos importante é a 'mente', suas competências".

Os principais líderes devem aprender a encarar a realidade. Eles devem reconhecer que não são super-humanos, e têm fraquezas e limitações assim como os outros. Seu sucesso está enraizado em sua confiança para cobrir essas deficiências através de outras pessoas na equipe, cujas personalidades complementam e não coincidem com a sua própria.

5. Líderes criam sociedades, baseadas na conexão e confiança em sua equipe

Os principais líderes têm construído seu modelo de gestão com base em uma sociedade, onde não há um líder central na equipe, mas pessoas bem conectadas aos planos do gestor e da empresa para criar novas soluções. Os CEOs podem fazer isso construindo um núcleo de confiança interno, incentivando o debate franco e delegando tomadas de decisões. Com profunda confiança e um sonho compartilhado, essas equipes podem trabalhar com velocidade.

Analisando as empresas atuais, poucas conseguiram implantar com sucesso o modelo de responsabilidade compartilhada. Entre os exemplos de sucesso temos Sheryl Sandberg, no Facebook, e Eric Schmidt, no Google, que compartilha funções de liderança com Larry Page e Sergey Brin.

"Eu descobri que quando você toma decisões por consenso, e deixa todos expressarem suas divergências, você toma melhores decisões. Se você não fizer isso, há um tendência natural do ser humano de não se sentir satisfeito com sua visão não sendo levada em consideração durante uma decisão. É como 'viu, eu disse que isso não iria funcionar'. A virtude dessa abordagem é que apesar de levar mais tempo para tomar uma decisão, a implementação vai mais rápido, porque não há resistência ou sabotagem na organização", explicou John Mackey, co-CEO da Whole Foods.

6. Líderes são responsáveis pela construção de uma família

Os CEOs têm influência direta sobre a personalidade de um negócio e, consciente ou inconscientemente, são seguidos por outras pessoas. Eles devem assumir responsabilidade total sobre a cultura da empresa, que deve ser autêntica e energizante para os funcionários antigos e atraente para os novos talentos.

A chave para isso é a criação de uma cultura empresarial na qual as pessoas se sintam pertencentes àquele ecossistema e tenham vontade de dar seu melhor na condução do negócio. "Para mim, a liderança tem a ver com levar aspirações às pessoas, fazendo com que elas acreditem que serão capazes de andar sobre a água. A impossibilidade plausível é melhor do que uma possibilidade convincente", disse Narayana Murhty.

7. Líderes têm responsabilidade por sua própria vida e felicidade fora do ambiente de trabalho

Para muitos CEOs, a pressão do trabalho faz com que eles se esqueçam da família e dos amigos. No pouco tempo que eles tentam relaxar e ficar com seus familiares, muitas vezes não conseguem estar 100% presentes e estão mais focados em recarregar as energias para a próxima semana de trabalho estressante no escritório.

Fundamentalmente, os líderes devem assumir total responsabilidade pelo equilíbrio entre trabalho e família para que, em última análise, possam não se arrepender de certas atitudes. Sam Walton, fundador da rede Walmart, em seu leito de morte admitiu que não foi o melhor marido, pai e amigo que poderia ter sido e suas últimas palavras foram "eu estraguei tudo".